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30 de maio de 2017

A importância de um plano de ação

Porque é tão importante na vida ter um plano de ação?

Plano de ação é uma ferramenta muito utilizada por instituições, organizações empresarias e setores públicos, para estabelecer metas de trabalho. Contudo,  não são só nas organizações que podem fazer uso dessa importante ferramenta, qualquer pessoa pode e deve utilizar esse mecanismo de ação para estabelecer prioridades em sua vida.

Este instrumento não se restringe só no campo profissional, ele também pode e deve ser usado em diversos seguimentos e momentos de nossas vidas.

Através de um plano de ação pessoal, o sujeito tem melhor visão do que deseja alcançar e principalmente do que precisa fazer para ter êxito em seus projetos. No inicio podendo estabelecer pequenas e médias metas, a curto e médio prazo. Quando mais fortalecido, quão mais seus projetos são realizados, ele irá obter mais força para projetar seus maiores sonhos, a longo prazo. É fundamental respeitar o tempo e desenvolvimento de cada meta, analisada os prós e contras e por fim partir para ação.

É importante não estabelecer metas muito rígidas e pouco palpáveis a curto prazo, pois caso a pessoa crie uma expectativa fora da sua realidade, a possibilidade de frustração é maior e o encorajamento para ação fica comprometido. Planejar nada mais é que sonhar, ao idealizar muitas coisas tendemos a nos perder caso o plano de ação não tenha bases muito fixas.

 Alguns planejam casar, ter filhos, outros planejam comprar um imóvel, ter uma carreira promissora, fazer uma faculdade, abrir um negócio, ou seja, somos sujeitos de sonhos e são esses sonhos que nos movem.

É salutar os projetos que pulsionam o individuo a seguir e a ter um norte de como será seu futuro. Essa prospecção vai orienta-lo e facilitar suas próximas ações. Neste sentido, para que o plano de ação seja bem sucedido é importante ter prazos, mesmo que esse tempo determinado esbarre em algum obstaculo. Caso isso ocorra, a pessoa deve avaliar todos os entraves, para posteriormente voltar a desenvolver e rever o que impactou no sentido de fazer ajustes.

O objetivo do plano de ação é facilitar a vida do sujeito, da a ele a possibilidade de abrir estradas e trilhar seu caminho com mais segurança.  Esse plano pode ser pensado individual ou em conjunto, de acordo com os desejos, os sonhos pessoais e em comum.

Só quem planeja sabe aonde quer chegar.

Tendo em vista que a concretização das etapas vão gerar mais e mais motivação, além de oferecer subsídios que propiciam pequenos e médios estímulos, estes impulsionam o sujeito a caminhar ainda mais rumo aos seus objetivos, dessa forma, proporciona mais satisfação.

Todos nós precisamos de sonhos para viver e ao montar um plano de ação, focar no desenvolvimento das mestas, conquistamos a disciplina necessária que nos possibilita a alcançar nossos objetivos.

Ratifico que é importante estabelecer prazos, pois é ele que vai fornecer o tempo de desenvolvimento e execução da ação. Tendo em vista, que os objetivos são distintos de pessoa pra pessoa, é fundamental que cada um descubra por meio de sua dinâmica de vida, como alcançar e como estabelecer suas metas e seu limite.

A medida que o sujeito deposita sua energia em prol de um objetivo, como prestar um concurso publico,  fazer uma faculdade ou comprar um carro. Ele está ao mesmo tempo, estabelecendo prioridades e tendo que abdicar de uma parte da sua vida em prol de um sonho, de um objetivo que pra ele é maior.

O questionamento que deve ser feito é:  Qual parte da minha vida que eu estou disposto a sacrificar? Ou melhor, qual parte da minha vida que neste momento eu posso sacrificar? Vale a pena? Vou ter ganhos futuros?

Essas são algumas das perguntas fundamentais a serem feitas em meio a um plano de ação seja ela qual for. Não dá pra fazer um plano de ação sem pensar no tempo que poderá ser gasto para executa-lo, na parte que poderá ser afetada, como família, trabalho, estudo, vida social...

Dessa forma, uma escolha sempre irá influenciar outra, ou poderá está indiretamente ligada. 

É sempre bom avaliar em que contexto está nossos sonhos, saber qual parte da sua vida merece um foco maior, uma valorização, um plano, uma ação.

10 de maio de 2017

Conversando com (e sobre) a família




Motivação, estímulo e você



*Texto de minha autoria, adaptado pela Escola Interamericana de Goiânia-Goiás.


Jacqueline Meireles* (adaptado)**

De natureza intrínseca, a motivação é peculiar a todos os seres humanos. Os conteúdos internos que em geral nos motivam trazem em si sonhos, desejos e aspirações. Compostos por ideias a priori originárias do âmbito familiar, suas conexões se misturam às demandas motivacionais e nos direcionam.
Ao contrário do que muitos pensam, o estímulo externo nem sempre motiva, exatamente por sua origem externa, mas, quando incorporado à motivação, que por sua vez é interna, inspira à mudança e consequentemente leva à transformação.
A satisfação pessoal é um valioso instrumento de incentivo, realizar tarefas que dão prazer aumenta ainda mais a energia motivacional. Uma atividade é benéfica quando promove contentamento sem que haja amarras. O incentivo proveniente da imposição nunca proporcionará o mesmo resultado que aquele oriundo das aptidões individuais.  O processo motivacional é uma interação ambiente e sujeito, sua potência modeladora influenciará na ação, estímulo- resposta decorrente do reforço.
Sujeito - profissão - família
Muitas das atitudes e comportamentos individuais têm relação com expectativas externas cultivadas ao longo do tempo. Essas provocam resultados nem sempre satisfatórios, desejos contrariados relativos a um mundo de competições.
A família é a primeira grande motivadora do indivíduo; parte dela a difusão das leis, regras e valores; seu principal objetivo é transmitir conceitos que lhe são inerentes, o legado familiar tem importante participação nas escolhas do sujeito. Desse modo, carreira e profissão, bem como os fundamentos educacionais, direitos e deveres, são diretamente aparentados. A força motivacional é alimentada pelas demandas familiares que estão ligadas aos traços característicos dos indivíduos.
Todas essas variáveis se apresentam em algum momento no comportamento do sujeito, que tende a levar para o ambiente profissional alguns de seus traços mais marcantes de personalidade.
Em outro contexto, ele também busca adaptar-se à “persona institucional”, ou seja, na empresa o funcionário tende a responder emocionalmente às demandas organizacionais de modo particular, com valores nele contidos. Planejar, visualizar, focar nos objetivos, denota algumas das suas aptidões na execução de tarefas.
Quanto maior a quantidade de estímulos, mais os traços individuais serão incitados, contudo, ainda assim existem resquícios relativos ao primitivo estágio de vida, o que comprova que a família ainda é a primeira grande modeladora do comportamento do sujeito.
Neste sentido, o núcleo familiar tem um lugar cativo e expressivo, nele estão contidos conceitos referentes à responsabilidade e comprometimento, valores e crenças, desejos e afetos. Tais estímulos nem sempre são captados e absorvidos pelo sujeito, pois há ainda uma considerável parcela motivacional exclusivamente sua.
Quando o indivíduo consegue entender, conhecer e aceitar seu perfil emocional, ele tem a possibilidade de descobrir suas potencialidades, romper com os rótulos transferidos, traçar caminhos de uma forma que reestruture e ressignifique sua vida.
O objeto que estimula nem sempre é o mesmo que motiva.  

* Jacqueline Meireles é psicóloga e consultora. Especialista em Clínica Analítica - MBA executivo em Gestão de Pessoas - Mediadora, atua na área de Recursos Humanos e seus Subsistemas, Gestão de Pessoas, Avaliação Psicológica.
**Original disponível em <http://www.psicologiaemanalise.com.br/2011/06/motivacao-estimulo-e-voce.html?m=1> Acesso em 20 de mai de 2016.

Fonte: Escola Interamericana
http://www.escolainteramerica.com.br/conversando-com-e-sobre-a-familia/motivacao-estimulo-e-voce/



8 de maio de 2017

Rede Social, o grande "Tribunal de Justiça"

Em tempos de globalização, as redes sociais estão ocupando o lugar de tribunais, com milhões de juízes, muitas vezes mais cruéis que os próprios magistrados. Na "tribuna social", o  réu não é ouvido, mas julgado, culpado e condenado, muitas vezes, antes da apuração dos fatos.

Essa sede de se fazer justiça com as próprias mãos pode destruir ou se não destrói, tende a causar graves problemas de ordem emocional à vitima.  Ao ouvir uma informação sem checar a verdade, corre-se grande risco de estar espalhando um fato falso que, com a internet, se espalha rapidamente.

Não podemos querer interpretar um livro só pela capa, nem mesmo inventar um desfecho para história que nem lemos ou presenciamos. Certo que, até o juízes, para julgar um caso, necessita de tempo e de provas.

Por trás da rede, há milhões de personalidades, pessoas que se aproveitam para divulgar notícias falsas. Acreditam que têm direito de falar o que quer e sem filtro, diz fazer uso de sua liberdade de expressão.

Dessa forma, as palavras lançadas nas mídias acabam criando uma proporção gigantesca, bagunçam a vida de possíveis inocentes de tal forma que o abalo psicológico causado trará inúmeros problemas de ordem relacional em sua vida.

A mancha formada por um comentário maldoso, uma punição sem apuração, destrói a vida de qualquer indivíduo. Não podemos esquecer que por trás de um site, de um aplicativo, existe um ser humano que se utiliza do pseudo anonimato para espalhar toda seu revolta e indignação. Muitas vezes sem medir as consequências.

Rede social não deve ser  um tribunal, não temos o direito de absorver ou condenar ninguém. Hoje em dia, as informações estão sendo divulgadas de  forma instantânea. Mais um motivo de termos cuidado em repassar informações falsas, não confirmadas.

Quando  aproveitamos o lado bom dessa ferramenta, no sentido de levarmos conhecimentos, nos preocuparmos mais com os conteúdo, iriamos reduzir e muito essa gama de falsas informações.

Não podemos esquecer que toda palavra lançada há nela sentimentos intrínsecos, que podemos escolher se esse sentimento lançado é de amor ou de revolta. Não devemos ser juízes da vida e do comportamento de ninguém.

Entender que o respeito se faz necessário em qualquer esfera social, quer seja no mundo virtual ou no mundo real é o primeiro passo para construir uma sociedade mais justa. Nosso papel na sociedade deve ser de acolher e ajudar uns aos outros, no momento oportuno e na medida do possível. Entender que não precisamos ter opinião sobre tudo, pois há coisa que fogem do nosso entendimento.

Muitas vezes ajudamos mais ficando calado, esperando a poeira baixar, para só depois, com mais clareza e conhecimento prévio dos fatos, poder se colocar. Não é questão de se esquivar do debate, mas ter inteligência emocional para que no momento certo sua opinião seja escutada muito mais que ouvida.

Se é para propagar, vamos propagar o bem!


26 de abril de 2017

Respeito as diferenças

Muito se fala sobre o respeito as diferenças, mas pouco se escuta sobre o trabalho pessoal que temos que ter para iniciar esse processo. É importante dizer que respeitar não é concordar, mas procurar entender que as escolhas do outro diz respeito a ele, a vida dele.

A partir daí se dará inicio uma movimentação interna consciente, que gerara energia significativa para que essa aceitação ocorra. E um trabalho que demanda vontade e foco. Respeitar  o outro não é concordar com as atitudes da pessoa, mas entender que existe entre você e o sujeito uma limitação, que leva a discordar.

Muitas dessas discordâncias parte de construções culturais que necessita de muita lapidação. É por isso que o querer tem que está acima do que os outros iram pensar, mas principalmente do que eu penso.

Ao londo da vida vamos criando expectativas positivas e negativas sobre as pessoas, idealizamos ou "pintamos um monstro". E tudo isso está ligado a nossa própria realidade, a nossa forma ver o mundo, nossa história de vida familiar e educação...

Desconstruir uma pseudo realidade inventada por nós é mais difícil que imaginamos, porque ela criou raiz, contudo, não é impossível. Geralmente dizemos que as crianças conseguem esquecer os acontecimentos ruins com muito mais facilidade que os adultos.

De certo modo é verdade, elas geralmente não guardam magoas, nem ficam remoendo os acontecimentos. Porque para elas estar junto, brincar é mais importante que disputar. Elas procuram absorver o melhor dos outros, assim elas agregam valor e alegria.

Para as crianças as diferenças são bem vindas, elas conseguem extrair  e aceitar as diferenças dos coleguinhas e aprender coisas novas, compartilhar experiências, Já com os adultos, essa aceitação caminha para o nível da competição.

"Eu preciso ser melhor que ele pára me destacar, para ser querido, ser aceito, ser amado (ser magro, bonito, alto, ter um bom emprego, um ótimo salário, ter escolhido o curso de renome, ter representatividade...".

Todos nos somos diferentes e temos limitações, dificuldades em diferentes graus, o grande X da questão é identificar essas dificuldades, o lodo interior, não para nos martirizar, mas para limpar e assim deixar fluir a água, o amor dentro de nós e as coisas boas surgirem.

Respeitar as diferenças é um ato de generosidade para com a vida, onde o maior beneficiado será sempre o mais tolerante, com as escolhas e falhas alheias.

21 de fevereiro de 2017

Entrevista de Emprego



O mercado de trabalho vem exigindo do candidato uma dose extra de habilidade. Com tantos profissionais a procura de emprego, a disputa por uma vaga está cada vez mais acirrada. O grande número de pessoas qualificadas está aquém das ofertas divulga.

Depois de um tempo atuando longe da disputa do mercado, o profissional perde um pouco o manejo e as entrevistas de emprego passa a ser a porta de entrada para empregabilidade. Após algum tempo sem vivenciar um processo de seleção é normal que o profissional perca um pouco do manejo, e se questione:

O que devo falar em uma entrevista?
Como devo me comportar?

Aprender a "vender" suas qualidades é fundamental, pois são elas que vão lhe possibilitar a contratação. Não falar demais ou falar de menos também pode ser o diferencial na hora da entrevista. Reaprender a expor suas qualidades é fundamental. Para isso o treino se faz necessário, a repetição forma o habito.

Nas primeiras entrevistas é normal que a pessoa fique um pouco nervosa. Ao fazer seu marketing pessoal o ideal é ser claro, sem demonstrar presunção. É importante ao sair de uma entrevista recapitular a fala, analisar se foi claro em suas colocações ou mesmo se deixou de salientar determinada habilidade. O ideal é sempre treinar em casa a falar, faça uma reflexão das principais atividades.

O mercado de trabalho está muito funcional, o profissional acaba executando inúmeras tarefas que não está no script de sua formação, mas isso não é ruim, pois essa dinâmica abri um importante leque de possibilidades, que bons recrutadores visionários saberão aproveitar.

O importante é aproveitar ao máximo o momento da entrevista para detalhar e demonstrar toda sua capacidade. Pois é nesse momento que surge a oportunidade de convencer o selecionador que você é o candidato ideal e que se encaixa perfeitamente no perfil de profissional que ele está procurando.

Algumas informações são imprescindíveis, saber o que a vaga solicita, pesquisar um pouco sobre a empresa, segmento, para que na hora da entrevista você mostrar que tem Plus a mais que ela solicita. É esse diferencial que vai lhe destacar de tantos outros candidatos.

Não tente conduzir a entrevista, o recrutador está ali para isso, ele sabe o perfil que a empresa está procurando. Mesmo que haja inúmeros candidatos com atividades semelhantes à sua é importante mostrar suas habilidades não só técnicas, mas comportamental, além de sua capacidade de resiliência.

E por fim, acredite, você deu o seu melhor naquele momento.

Jacqueline Meireles
Psicóloga/ Gestão de Pessoas