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1 de maio de 2018

Uma reflexão sobre o dia Internacional do Trabalhador

Em meio a postagens de gratidão, reconhecermentos, agradecimentos, reivindicações e protestos pelo mundo, o dia do Trabalhador não passou batido.

Para falar de 1° Maio temos que fazer uma retrospectiva do que essa data representou para o Mundo no século passado e o que ela ainda representa na atualidade.

O dia do trabalho ou Dia Internacional dos Trabalhadores, foi uma campanha meio que revolucionária pela redução do tempo de trabalho a uma jornada de oito horas no fim do século XIX. Essa celebração 1° de maio ocorre em quase todos os países do mundo.

Sendo assim, a data de 1° de maio não trás só uma reflexão do valor trabalhista, mas reflete um momento histórico, em que a classe trabalhadora tem a oportunidade de se fazer lembrar, e solicitar melhores condições de trabalho, melhores salários e principalmente maiores oportunidades de trabalho.

Contudo, essa história não começa no trabalho, mas na escolha da função que será exercida. Pois  para sermos o profissional de hoje, tivemos que fazer algumas escolhas que nem sempre foram fáceis. As vezes por dificuldades financeiras, outras por falta de perspectiva, a profissão escolhida não foi bem aquela sonhada, foi a que "surgiu no momento ou a que deu para agarrar".

O desemprego que veem assombrando a sociedade há muito tempo, tem feito os trabalhadores buscarem alternativas de sobrevivência, porque o trabalho é sim, uma questão de sobrevivência, de dignidade, fonte de renda.

O trabalho não é só uma ocupação, o trabalho é registro de que aquela pessoa tem uma atividade, tem uma tarefa, tem uma profissão, exerce uma função. É por isso que desde cedo os jovens são estimulados a fazer essa escolha e tem que pensar no trabalho como uma atividade que talvez irá exercer pelo resto de sua vida. Mas, essa trabalho não pode ser só labuta, ela tem que ser rentável, tem que dá pra pagar as contas, suprir a família, passear, se realizar.

São tantas coisas que o trabalho faz e trás que fica até difícil resumir em um único texto as inúmeras  atividade que a pessoa vai precisar desempenhar e os percalços que ira ganhar, por dedicar grande parte de sua vida. É por isso que, é tão difícil escolher uma profissional, um trabalho que não seja "tão trabalho", mas que seja também seja prazer.

Desde muito cedo, os jovens são estimulados a escolher uma profissão e isso nunca ocorre de forma tranquila, mas regados de muitas dúvidas, medos e insegurança. Alguns são induzidos pelas escolhas bem sucedidas dos pais, tios, avós, mas não pelas suas aptidões.

Dessa forma, fica difícil para esses jovens assimilar todas essas variáveis de situação, já que suas escolhas geralmente não são suas. Arcar com uma escolha para o jovem é muito difícil, por isso que na maioria das vezes eles preferem seguir os passos de pessoas de referência, modelos bem sucedidos, geralmente alguém de sua família.

Mas, nem sempre a opção terá cem por cento de assertividade, pois o mercado de trabalho também vai exigi muito desse profissional. Então, como sentir prazer na atividade escolhida, gostar do local de trabalho e das inúmeras situações que surgem no ambiente de trabalho?!

Todas esses aspectos serão determinantes durante o processo de inclusão no mercado de trabalho e essa tão pequenina frase: Feliz dia do trabalhador, vai fazer muito sentido.

Saber identificar o que te faz feliz e muito importante, pois esse prazer tende a ajudar o trabalhador a passar por muitos desafios de forma mais leve. O trabalho não pode ser visto como um tormento, um sofrimento, pois caso isso ocorra abre-se uma janela para o desenvolvimento de vários transtornos mentais, que danificam a saúde da mente.

Por isso é importante tentar ver o que de bom você pode aprender dessa situação. Afinal, se no momento você não pode mudar de emprego ou de função, utilize sua atual situação para mudar você.

Tentar enxergar outro ponto de vista, ex. se você está em um lugar que acha que não tem nada para aprender, comece a pensar o que você pode ensinar, ciente que em todo lugar por mais simples ou sofisticado que seja, sempre há o que aprender e o que ensinar.

Tentar mudar um pouco sua visão, melhor dizendo, ampliar a sua visão, ser solidário com as pessoas, cooperativo, participativo.

Hoje é comemorado dia do trabalhador, mas será que estamos caminhando para uma valorização pessoal e profissional por parte das empresas e dos empregados.

O trabalho nos dá a oportunidade de sair da inércia, o trabalho nos livra de muitos males, mas também pode ser fonte de adoecimento mental.

Muitas empresas exploram seus funcionários, não ofertando reconhecimento justo, o faz sofrer humilhações e tira do profissional o gosto pela atividade.

Toda as atividades são dignas de honra, mas nem todos honram todas as atividades, há ainda muito estigma e preconceito, desvalorização de algumas funções tão importantes e necessárias para a sociedade. O certo é que, independente da atividade que você execute coloque nela seu amor. Plante nela sua flor e cultive seus frutos, pois seu jardim reflete sua essência, seu Eu.

É verdade que nem todos gostam do seu emprego, do lugar onde estão trabalhando, dos colegas de trabalho, além de tudo, muitos se sentem mal remunerados, pouco prestigiado, sem perspectiva de crescimento e frustrados.

Almejar trabalho melhor não é ruim, afinal quem não quer o melhor pra si? Mas, você já parou para pensar o que pode fazer e o que tem feito para sair dessa situação? Então, não abandone seus sonhos, não permita que a situação atual tire sua esperança, acredite no seu investimento profissional e pessoal, contudo, trabalhe a seu favor. 

Entenda, às vezes precisamos passar por determinados estágios da vida para crescer moralmente e o trabalho faz parte desse degrau de evolução. Não perca a oportunidade de fazer o seu melhor, de mostrar o ser humano incrível que você é!


Jacqueline Meireles
Psicóloga




5 de agosto de 2017

A função paterna e suas transformações ao longo do tempo

A função paterna vem passando por muitas transformações e conquistas, o homem atual teve que se adequar a essa nova realidade de relação familiar, tendo maior espaço na vida dos filhos, participação nas tarefas domesticas, responsabilidade dos cuidados com a prole e envolvimento diário nos cuidados básicos com a criança.

Este importante papel de pai participativo e presente na vida dos filhos mostra que lugar de homem também é em casa, partilhando momentos de cuidados, amor, instruir e ensinar. Isso porque ninguém nasce pai, a paternidade é aprendida no dia a dia, através de muito empenho e dedicação, onde a eixo principal desse aprendizado é o amor.

O proposito do pai na educação do filho não é de ser mãe, mas sim ser um pai presente, comprometido e acolhedor. Do mesmo modo que nasce uma mãe com a chegada do filho, também nasce um pai. Neste processo, o homem vai aprendendo a ser pai e tem todas as possibilidades de exercer esse papel com louvor.

A função paterna a cada década vem ganhando destaque e sendo desmistificada, essas transformações são importantes para romper pré-conceitos, antes o homem era visto só como o provedor da família e os outros papeis ditos como "subalternos" cabiam a mulher, isso incluía o trabalho domestico e o cuidado dos filhos. A ruptura desse padrão patriarcal ganha cada vez mais adeptos e outras estruturas de família vão sendo formadas.

 Neste sentido há um ganho cultural, econômico e social. Esse novo modelo de pai trouxe maior proximidade e os filhos saem ganhando. Hoje, tanto a mídia quanto nas redes sociais, o homem é estimulado a abraçar esse universo paterno. Se antes a mulher era vista como a matriarca do lar, tendo a responsabilidade de cuidar dos filhos e das atividades domesticas, hoje ela convida o homem para participar dessa dinâmica. Da mesma forma que antes era responsabilidade exclusivamente do homem prover a família, hoje a mulher também se ausenta do lar e participa do mundo corporativo.

As exclusividades de atividades que separavam o homem e a mulher estão aos poucos sendo dissolvida. O homem tem mostrado que sua vida tem espaço para exercer inúmeras funções, inclusive a paterna. A cultura do pai antigo, aquele homem que manda e todos obsedem está dando lugar a outro pai, o pai afetuoso, que procura equilibrar a rigidez com a doçura, que abraça, diz que ama de modo que devemos investir nesse novo modelo de homem e de pai. Cabe a pais (mãe e pai) de hoje educar seus filhos para ser esse pai do futuro, um pai educador, mais também afetuoso.

Essa relação pai e filho vai ganhar mais espaço a medida que a mãe permite que o pai entre nessa relação e tenha a chance de construir vínculos com o filho. Pois, diferente da mulher, o homem não tem em seu ventre as sensações do que é carregar um ser em si. Há alguns homens que têm essa sensibilidade, conseguem entrar nesse mundo de amor, se envolver com a gestação, outros essa sensibilidade só irá surgir após o nascimento da criança. Todas essas variáveis vão facilitar ou retardar esse encontro de corações.

Quando o casal decide ter filho os papeis de pai e mãe vão aos poucos se moldando, em alguns casos até se misturam. A função do casal é de apoiar um ao outro nesse momento de educação e construção psicoemocional do filho. É importante reconhecer que não existe pai perfeito nem mãe perfeita, deve sim haver o desejo de cada um em fazer o melhor, não existe meu filho ou seu filho, mas o nosso filho.

O amor é o estimulo que cada um deve ter para que esse cuidado e convívio com a criança ocorra de forma sadia. Filho não dever ser visto como um fardo, mas como um ser que veio agregar valor e mais amor aquela família. A questão não é quem faz mais, quem fica mais, quem ama mais, quem cuida mais da criança, mas, quem investe o seu melhor tempo.

Abrir mão de algo por um filho é um ato de amor e sacrifício, ambos, tanto o homem quanto a mulher devem aprender a reconhecer a importância que cada um tem na vida dos filhos. Não existe um mais importante, não se pode dizer que a mãe é mais importante ou que o pai é mais importante, se assim fosse, muitas crianças não sentiriam falta de ter um pai ou uma mãe participativo(a) em sua vida.

A participação do pai, o envolvimento dele no pré-natal, no nascimento e no desenvolvimento do filho, tende a promover e estreitar o laço entre pai e filho e esse afeto é que vai fazer a diferença no futuro. Pai não é hospede de sua própria casa, não é visita, não é reprodutor, não é provedor, pai é saber que seu lugar é de ser e não estar.

Estar é transitório, ser é eterno!

Seja pai... Com muito orgulho!

2 de agosto de 2017

"Nossos" pequenos pré-conceitos

Pré conceito é a palavra utiliza para se referir ao um conceito pré estabelecido, sem conhecimento de causa, uma opinião formada de forma erronia, muitas vezes sem entediamento prevido do fato ou da situação.

 O fato do Brasil ser uma pais de miscigenação, misturas de raças, etnias deferentes, era para ser também um lugar de maior aceitação e respeito as diferenças, mas não é isso que ocorre.

O pré conceito muitas vezes vem de dentro dos lares e se expande a outros ambientes, se tornando assim uma grande massa social de intolerância. Ainda se vive com modelos pré estabelecidos intrinsecados, arraigados na mente. Pior de tudo, acreditando que a não aceitação do outro, das escolhas do outro, das opções e condições do outro, dá o direito de ser deselegante, desrespeitoso.

 Para chegar a raiz do preconceito o sujeito tem que analisar dentro de si o que o faz acreditar que sua opinião, seus "conceitos" são onipotentes. A era da liberdade de expressão tomou conta da sociedade e as pessoas se apropriam dessa tal liberdade inconsequentemente.

Crer que pode ofender e destilar todos os seus pré-conceitos, sem antes entender o conceito. Para conceituar qualquer "coisa" e preciso buscar o entendimento a respeito dela, a história. Quando as as pequenas intolerâncias não são combatidas, elas crescem e se tornam gigantescas.

Aprender a alimentar sentimentos bons, comportamentos respeitosos e humanos é como plantar amor dentro de si. Saber que ninguém precisa ser igual a você para ser feliz. As diferenças ensinam, através de outros modos o ser humano crescer e aprende coisas novas.

Humilhar, utilizar-se de palavras e atos pejorativos para provocar, ofender, é uma forma de crueldade sim, o desprezo, a indiferença, machuca. Ninguém tem o direito de se achar melhor que o outro. É muito importante procurar se colocar no lugar do outro, desse sujeito muitas vezes ferido e machucado em suas emoções, em suas lutas e dignidade.

O primeiro ato de generosidade é a empatia.

O individuo só percebe que está curado de sua intolerância, do seu pré-conceito, quando ele não se sente ofendido e atingido pelo comportamento do outro, quando a forma de si vestir ou de falar, gostos e gestos, crenças, não lhe afeta em nada.

A tolerância parte dos respeito as diferenças, o respeito consigo e com os outros. Todo aquele que joga lama, também se suja um pouco. Então, devemos sempre lançar nossos atos no bem e para o bem, transmitindo coisas boas por onde passamos.




30 de maio de 2017

A importância de um plano de ação

Porque é tão importante na vida ter um plano de ação?

Plano de ação é uma ferramenta muito utilizada por instituições, organizações empresarias e setores públicos, para estabelecer metas de trabalho. Contudo,  não são só nas organizações que podem fazer uso dessa importante ferramenta, qualquer pessoa pode e deve utilizar esse mecanismo de ação para estabelecer prioridades em sua vida.

Este instrumento não se restringe só no campo profissional, ele também pode e deve ser usado em diversos seguimentos e momentos de nossas vidas.

Através de um plano de ação pessoal, o sujeito tem melhor visão do que deseja alcançar e principalmente do que precisa fazer para ter êxito em seus projetos. No inicio podendo estabelecer pequenas e médias metas, a curto e médio prazo. Quando mais fortalecido, quão mais seus projetos são realizados, ele irá obter mais força para projetar seus maiores sonhos, a longo prazo. É fundamental respeitar o tempo e desenvolvimento de cada meta, analisada os prós e contras e por fim partir para ação.

É importante não estabelecer metas muito rígidas e pouco palpáveis a curto prazo, pois caso a pessoa crie uma expectativa fora da sua realidade, a possibilidade de frustração é maior e o encorajamento para ação fica comprometido. Planejar nada mais é que sonhar, ao idealizar muitas coisas tendemos a nos perder caso o plano de ação não tenha bases muito fixas.

 Alguns planejam casar, ter filhos, outros planejam comprar um imóvel, ter uma carreira promissora, fazer uma faculdade, abrir um negócio, ou seja, somos sujeitos de sonhos e são esses sonhos que nos movem.

É salutar os projetos que pulsionam o individuo a seguir e a ter um norte de como será seu futuro. Essa prospecção vai orienta-lo e facilitar suas próximas ações. Neste sentido, para que o plano de ação seja bem sucedido é importante ter prazos, mesmo que esse tempo determinado esbarre em algum obstaculo. Caso isso ocorra, a pessoa deve avaliar todos os entraves, para posteriormente voltar a desenvolver e rever o que impactou no sentido de fazer ajustes.

O objetivo do plano de ação é facilitar a vida do sujeito, da a ele a possibilidade de abrir estradas e trilhar seu caminho com mais segurança.  Esse plano pode ser pensado individual ou em conjunto, de acordo com os desejos, os sonhos pessoais e em comum.

Só quem planeja sabe aonde quer chegar.

Tendo em vista que a concretização das etapas vão gerar mais e mais motivação, além de oferecer subsídios que propiciam pequenos e médios estímulos, estes impulsionam o sujeito a caminhar ainda mais rumo aos seus objetivos, dessa forma, proporciona mais satisfação.

Todos nós precisamos de sonhos para viver e ao montar um plano de ação, focar no desenvolvimento das mestas, conquistamos a disciplina necessária que nos possibilita a alcançar nossos objetivos.

Ratifico que é importante estabelecer prazos, pois é ele que vai fornecer o tempo de desenvolvimento e execução da ação. Tendo em vista, que os objetivos são distintos de pessoa pra pessoa, é fundamental que cada um descubra por meio de sua dinâmica de vida, como alcançar e como estabelecer suas metas e seu limite.

A medida que o sujeito deposita sua energia em prol de um objetivo, como prestar um concurso publico,  fazer uma faculdade ou comprar um carro. Ele está ao mesmo tempo, estabelecendo prioridades e tendo que abdicar de uma parte da sua vida em prol de um sonho, de um objetivo que pra ele é maior.

O questionamento que deve ser feito é:  Qual parte da minha vida que eu estou disposto a sacrificar? Ou melhor, qual parte da minha vida que neste momento eu posso sacrificar? Vale a pena? Vou ter ganhos futuros?

Essas são algumas das perguntas fundamentais a serem feitas em meio a um plano de ação seja ela qual for. Não dá pra fazer um plano de ação sem pensar no tempo que poderá ser gasto para executa-lo, na parte que poderá ser afetada, como família, trabalho, estudo, vida social...

Dessa forma, uma escolha sempre irá influenciar outra, ou poderá está indiretamente ligada. 

É sempre bom avaliar em que contexto está nossos sonhos, saber qual parte da sua vida merece um foco maior, uma valorização, um plano, uma ação.

10 de maio de 2017

Conversando com (e sobre) a família




Motivação, estímulo e você



*Texto de minha autoria, adaptado pela Escola Interamericana de Goiânia-Goiás.


Jacqueline Meireles* (adaptado)**

De natureza intrínseca, a motivação é peculiar a todos os seres humanos. Os conteúdos internos que em geral nos motivam trazem em si sonhos, desejos e aspirações. Compostos por ideias a priori originárias do âmbito familiar, suas conexões se misturam às demandas motivacionais e nos direcionam.
Ao contrário do que muitos pensam, o estímulo externo nem sempre motiva, exatamente por sua origem externa, mas, quando incorporado à motivação, que por sua vez é interna, inspira à mudança e consequentemente leva à transformação.
A satisfação pessoal é um valioso instrumento de incentivo, realizar tarefas que dão prazer aumenta ainda mais a energia motivacional. Uma atividade é benéfica quando promove contentamento sem que haja amarras. O incentivo proveniente da imposição nunca proporcionará o mesmo resultado que aquele oriundo das aptidões individuais.  O processo motivacional é uma interação ambiente e sujeito, sua potência modeladora influenciará na ação, estímulo- resposta decorrente do reforço.
Sujeito - profissão - família
Muitas das atitudes e comportamentos individuais têm relação com expectativas externas cultivadas ao longo do tempo. Essas provocam resultados nem sempre satisfatórios, desejos contrariados relativos a um mundo de competições.
A família é a primeira grande motivadora do indivíduo; parte dela a difusão das leis, regras e valores; seu principal objetivo é transmitir conceitos que lhe são inerentes, o legado familiar tem importante participação nas escolhas do sujeito. Desse modo, carreira e profissão, bem como os fundamentos educacionais, direitos e deveres, são diretamente aparentados. A força motivacional é alimentada pelas demandas familiares que estão ligadas aos traços característicos dos indivíduos.
Todas essas variáveis se apresentam em algum momento no comportamento do sujeito, que tende a levar para o ambiente profissional alguns de seus traços mais marcantes de personalidade.
Em outro contexto, ele também busca adaptar-se à “persona institucional”, ou seja, na empresa o funcionário tende a responder emocionalmente às demandas organizacionais de modo particular, com valores nele contidos. Planejar, visualizar, focar nos objetivos, denota algumas das suas aptidões na execução de tarefas.
Quanto maior a quantidade de estímulos, mais os traços individuais serão incitados, contudo, ainda assim existem resquícios relativos ao primitivo estágio de vida, o que comprova que a família ainda é a primeira grande modeladora do comportamento do sujeito.
Neste sentido, o núcleo familiar tem um lugar cativo e expressivo, nele estão contidos conceitos referentes à responsabilidade e comprometimento, valores e crenças, desejos e afetos. Tais estímulos nem sempre são captados e absorvidos pelo sujeito, pois há ainda uma considerável parcela motivacional exclusivamente sua.
Quando o indivíduo consegue entender, conhecer e aceitar seu perfil emocional, ele tem a possibilidade de descobrir suas potencialidades, romper com os rótulos transferidos, traçar caminhos de uma forma que reestruture e ressignifique sua vida.
O objeto que estimula nem sempre é o mesmo que motiva.  

* Jacqueline Meireles é psicóloga e consultora. Especialista em Clínica Analítica - MBA executivo em Gestão de Pessoas - Mediadora, atua na área de Recursos Humanos e seus Subsistemas, Gestão de Pessoas, Avaliação Psicológica.
**Original disponível em <http://www.psicologiaemanalise.com.br/2011/06/motivacao-estimulo-e-voce.html?m=1> Acesso em 20 de mai de 2016.

Fonte: Escola Interamericana
http://www.escolainteramerica.com.br/conversando-com-e-sobre-a-familia/motivacao-estimulo-e-voce/