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12 de maio de 2011

Nasce uma mãe

Os processos naturais da vida geralmente não avançam proporcionalmente aos planos maternos, são tantas escolhas a serem feitas, sonho, projetos a espera de realização. Profissão, casamento, filhos, este ultimo cada vez mais distante e o relógio biológico não para, de aliado passou a ser opositor.
Quando nasce uma mãe?
Uma mãe nasce da ruptura, do corte umbilical, das emoções e aflições do parto, do início da vida. A maternidade é um movimento natural da existência, as novidades são inúmeras, tanto para genitora quanto para o bebê, um marco que se mistura aos planos, expectativas e angustia.
Das mães sempre são esperadas amor incondicional, educação e cuidados com a prole, mas elas também erram, pecam, deslizam e como humanas falham. O “nascimento materno” revela uma mulher cheia de dúvidas, medos, que se aflige em meio às tantas incertezas.
Educar não é uma tarefa fácil é um processo diário, requer persistência, exige constância, se faz com erros, acertos e muita observação.
As mães têm um papel primordial na construção da personalidade dos filhos, na composição de sua subjetividade. Através dela os valores serão transmitidos, sendo a primeira pessoa de referencia, sua imagem no espelho.
Se no primeiro estagio bebê se vê através do olhar materno, cuja finalidade é de lhe transmitir segurança, amor e ternura, no segundo ele terá como desafio aprender a construir sua própria identidade, como sujeito uno e singular.
Optar por ser mãe faz parte das varias escolhas que as mulheres irão fazer ao longo da vida, a cultura molda, enquadra e põe regras, a educação feminina aponta a existência de um senso maternal inato, mas a sociedade ecoa, não basta ser mãe tem que ser boa.

Suficientemente boa.


*
MULHERES
Luíz Fernando Veríssimo

"Certo dia parei para observar as mulheres e só pude concluir uma coisa: elas não são humanas. São espiãs. Espiãs de Deus, disfarçadas entre nós.
As mulheres são mães!

E preparam, literalmente, gente dentro de si.

Será que Deus confiaria tamanha responsabilidade a um reles mortal?
E não satisfeitas em ensinar a vida elas insistem em ensinar a vivê-la, de forma íntegra, oferecendo amor incondicional e disponibilidade integral.
Fala-se em "praga de mãe", "amor de mãe", "coração de mãe"...

Tudo isso é meio mágico...

Talvez Ele tenha instalado o dispositivo "coração de mãe" nos "anjos da guarda" de Seus filhos (que, aliás, foram criados à Sua imagem e semelhança).

As mulheres choram. Ou vazam? Ou extravasam?

É choro feminino. É choro de mulher...
Com todo esse amor de mãe, esposa e amiga, elas ainda são mulheres a maior parte do tempo.



Jacqueline Meireles
Psicóloga/Consultora

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