A tecnologia chegou para ficar. Ela ajuda na integração com a escola, no desenvolvimento da aprendizagem e no estímulo à criatividade.
Por isso, é preciso ensinar, desde cedo, às crianças e aos adolescentes a fazerem escolhas positivas, que agreguem em suas vidas, ao acessar essas ferramentas. O meio digital não pode ser visto ou usado para preencher lacunas emocionais.
Ensinar os jovens a mexer com a tecnologia de forma saudável faz parte da educação parental.
Muitas são as plataformas e apps convidativos prendendo a atenção das crianças e adolescentes. Diante dessa realidade, é importante ser presença para fazer os filhos trocarem a tela por atividades mais integrativas.
Não tem como falar de tecnologia, sem falar no fator tempo. Tempo em família e tempo de conexão digital.
É preciso que esse tempo juntos seja prazeroso. As críticas e cobranças devem ser evitadas. Os encontros parentais, tão necessários, servem para fortalecer laços e criar espaços de maiores trocas e conversas no dia a dia.
Encontrar qual seria esse tempo depende muito da dinâmica de cada grupo familiar. O importante mesmo é construir, não só esperar “quando der”.
Planejar o que fazer juntos, programar algumas atividades legais para as crianças praticarem na ausência dos pais, criar espaços criativos, são alternativas. As rotinas não devem ser estabelecidas apenas para criar obrigações.
Reforço: é fundamental ensinar às crianças a fazerem boas escolhas.
Educação é processo contínuo. Deve-se orientar sempre, sem pressão, sem ameaças. A base está no diálogo e na escuta ativa.
Não deixem que os apps escolham o que a criança ou adolescente irão assistir.
Escolhas conscientes e o uso da tecnologia de forma saudável fazem parte da aprendizagem, inclusive dos pequenos, e permitem que nossas crianças e adolescentes mudem de canal e de caminho quando o conteúdo não fizer bem.
Jacqueline Meireles
Psicóloga e apoiadora Educa por Rossandro Klinjey
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