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10 de maio de 2017

Conversando com (e sobre) a família




Motivação, estímulo e você



*Texto de minha autoria, adaptado pela Escola Interamericana de Goiânia-Goiás.


Jacqueline Meireles* (adaptado)**

De natureza intrínseca, a motivação é peculiar a todos os seres humanos. Os conteúdos internos que em geral nos motivam trazem em si sonhos, desejos e aspirações. Compostos por ideias a priori originárias do âmbito familiar, suas conexões se misturam às demandas motivacionais e nos direcionam.
Ao contrário do que muitos pensam, o estímulo externo nem sempre motiva, exatamente por sua origem externa, mas, quando incorporado à motivação, que por sua vez é interna, inspira à mudança e consequentemente leva à transformação.
A satisfação pessoal é um valioso instrumento de incentivo, realizar tarefas que dão prazer aumenta ainda mais a energia motivacional. Uma atividade é benéfica quando promove contentamento sem que haja amarras. O incentivo proveniente da imposição nunca proporcionará o mesmo resultado que aquele oriundo das aptidões individuais.  O processo motivacional é uma interação ambiente e sujeito, sua potência modeladora influenciará na ação, estímulo- resposta decorrente do reforço.
Sujeito - profissão - família
Muitas das atitudes e comportamentos individuais têm relação com expectativas externas cultivadas ao longo do tempo. Essas provocam resultados nem sempre satisfatórios, desejos contrariados relativos a um mundo de competições.
A família é a primeira grande motivadora do indivíduo; parte dela a difusão das leis, regras e valores; seu principal objetivo é transmitir conceitos que lhe são inerentes, o legado familiar tem importante participação nas escolhas do sujeito. Desse modo, carreira e profissão, bem como os fundamentos educacionais, direitos e deveres, são diretamente aparentados. A força motivacional é alimentada pelas demandas familiares que estão ligadas aos traços característicos dos indivíduos.
Todas essas variáveis se apresentam em algum momento no comportamento do sujeito, que tende a levar para o ambiente profissional alguns de seus traços mais marcantes de personalidade.
Em outro contexto, ele também busca adaptar-se à “persona institucional”, ou seja, na empresa o funcionário tende a responder emocionalmente às demandas organizacionais de modo particular, com valores nele contidos. Planejar, visualizar, focar nos objetivos, denota algumas das suas aptidões na execução de tarefas.
Quanto maior a quantidade de estímulos, mais os traços individuais serão incitados, contudo, ainda assim existem resquícios relativos ao primitivo estágio de vida, o que comprova que a família ainda é a primeira grande modeladora do comportamento do sujeito.
Neste sentido, o núcleo familiar tem um lugar cativo e expressivo, nele estão contidos conceitos referentes à responsabilidade e comprometimento, valores e crenças, desejos e afetos. Tais estímulos nem sempre são captados e absorvidos pelo sujeito, pois há ainda uma considerável parcela motivacional exclusivamente sua.
Quando o indivíduo consegue entender, conhecer e aceitar seu perfil emocional, ele tem a possibilidade de descobrir suas potencialidades, romper com os rótulos transferidos, traçar caminhos de uma forma que reestruture e ressignifique sua vida.
O objeto que estimula nem sempre é o mesmo que motiva.  

* Jacqueline Meireles é psicóloga e consultora. Especialista em Clínica Analítica - MBA executivo em Gestão de Pessoas - Mediadora, atua na área de Recursos Humanos e seus Subsistemas, Gestão de Pessoas, Avaliação Psicológica.
**Original disponível em <http://www.psicologiaemanalise.com.br/2011/06/motivacao-estimulo-e-voce.html?m=1> Acesso em 20 de mai de 2016.

Fonte: Escola Interamericana
http://www.escolainteramerica.com.br/conversando-com-e-sobre-a-familia/motivacao-estimulo-e-voce/



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