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22 de novembro de 2010

Mudança e adaptação



Muitas pessoas procuram refazer ou mesmo iniciar projetos referentes às mudanças de vida, porém nem todas estão psicologicamente disponíveis ou preparados para as transformações advindas. Mudar requer foco e energia direcionada para o alvo esperado, objetivando novas etapas. 
Falar em mudança nem sempre será fácil, muitas pessoas preferem continuar confortáveis no lugar em que se encontram por medo de mudar. Já dizia Jurandir Freire, “o ser humano e um elefante em relação à mudança”. Pois bem, para se iniciar um novo ciclo se faz necessário ultrapassar as fronteiras emocionais e afetivas, focando novas situações.
A adaptação do sujeito a essas modificações quer seja no nível profissional, pessoal ou social trará consequências que poderão afetar a forma psicológica do sujeito, pois o ideal quase sempre é diferente do real. As mudanças vêm do impulso ao desejo de mudar, transformar, melhorar e a princípio, parte das idealizações que se faz, entretanto nem sempre esse ideal será o real e normalmente eles se chocam.
Na atualidade muito se fala sobre o rápido avanço relacionado as mudanças sociais, culturais e familiares, contudo, a velocidade do tempo moderno quase nunca é compatível com o tempo emocional de cada individuo, pois mudar, ser alvo de mudança exige um desprendimento do passado objetivando um foco maior no futuro que antes de tudo direciona o sujeito para viver o presente.
O que ocorre em muitos casos é que o sujeito deseja a mudança, todavia está fixado ao passado, sente necessidade de mudar, no entanto quando inicia o processo de transformação encontra uma grande dificuldade em adaptar-se às novas situações apresentadas.
Essa falta de adaptação pode ser momentânea ou pode se prolongar, tudo dependerá de como cada sujeito percebe o novo ciclo, se de forma positiva ou negativa. É importante destacar que a estrutura emocional terá um grande peso, como também as idealizações e expectativas projetadas referente ao mudar.
Por mais almejada que sejam as mudanças, todo ser humano em grau maior ou menor passará pelo período de adaptação, está é a forma que o psiquismo encontra para acomodar com equilíbrio as alterações ocorridas nas diversas etapas da vida.
Por mais prazerosa e vantajosa que pareça a mudança, sempre será emocionalmente solicitado ao sujeito que tenha ele um momento de acomodação, pois é aí que o corpo e a mente poderão aos poucos vivenciar as novidades recém chegada.
Já dizia Millôr Fernandes: “quem só se adapta, vira plágio. Por outro lado, quem muda se torna original.”
Não se pode ser marionete das situações apresentadas pela vida, principalmente no que diz respeito ao adaptar-se a tudo e a todas as situações, o equilíbrio é fundamental para fazer boas escolhas, há momentos em que é solicitado romper, buscar outro lugar, procurar outro caminho, ou seja, mudar. Não se adaptar a tudo também é uma forma de não se acomodar. 
As mudanças são feitas através de pequenos atos e grandes transformações.



Jacqueline Meireles
Psicóloga/Consultora

2 comentários:

  1. Parabens pela leitura que fizestes sobre a mudança.
    Gostei muito por ter saido do foco organizacional "que o que geralmente se aborda para falar sobre mudança".

    Everton Gaide

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