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30 de setembro de 2010

Competição!



A competitividade também remete ao comportamento humano, não só a nível social, como também a nível psicológico. e estrutural. O que ocorre na atualidade é uma distorção relacionada a comportamentos levianos e por vezes ilícitos, alguns desses comportamentos servem como sinalizador, revelando processo de baixa estima decorrente da insegurança, em que o individuo passa por uma espécie de descrédito de suas capacidades, foca seu olhar para um único objeto simplesmente pela busca de auto-afirmação.
É notório o quanto a sociedade está passando por inúmeras transformações, não só a nível sociocultural, mais também a nível estrutural familiar. Vivemos um período de competitividade escancarada, com pouco ou nenhum limite ético.
As relações sócias ao mesmo tempo em que trás oportunidade de crescimento e aprendizado, pode desencadear sentimento de inveja e disputa. Porém é no lar, o lugar que ocorre a primeira experiência do ser na sociedade. Através dele se faz o primeiro contato social da criança com o mundo externo. No primeiro momento de forma micro, com o grupo familiar, no segundo momento de forma macro, com a inserção do sujeito na escola, trabalho ou/e profissão.   
Desse modo, pode-se dizer que é no núcleo família onde começa os primeiros sinais de competição e disputa. O que chamo de competitividade nas relações familiares. 
Quando este tipo de situação se apresenta há um sofrimento grande, quer seja por promoção ou na busca por destaque, representadas por disputas afetivas relacionadas a quem é mais amado, valorizado, podendo estender-se para outros valores, rentabilidade financeira e relação de poder.
Muitos pais inconscientemente estimulam seus filhos a competir desde pequeno, comparando-os com irmãos, primos e colegas. Substituem a cooperação pela competição, utilizando-se de pequenas comparações como: quem come primeiro quem tira as melhores notas, quem é mais inteligente, educado, brigão, o mais bonito, companheiro, amigo etc. 
Porém, com o passar do tempo, crescimento e desenvolvimento, a vida tende a apresentar desafios ainda maiores ao sujeito e dependendo de como ocorreu os registros internos, alguns podem transformar suas relações em verdadeiros “embates”. 
Todas estas questões relacionadas à competição, disputa, status e poder, tendem a ser causador de sofrimento e frustração, principalmente quando o objetivo colocado pelo sujeito é maior que as possibilidades existentes no momento.
Algumas pessoas criam verdadeiras barreiras emocionais, impõe limites, estabelecem objetivos pouco palpáveis quase inalcançáveis, mas, recheada de muitas expectativas.
Importante seria se cada pessoa tentasse fazer o seu melhor, construir seu próprio senso critico, através de uma auto-análise, avaliando seus limites e possibilidades na tentativa de transpor obstáculos internos, aproveitando assim as oportunidades. 
Já dizia Mario Quintana: “A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.” 
O sucesso está relacionado a um conjunto de fatores: trabalho, talento, sorte e oportunidade. A vida não é uma competição, mas, uma trajetória. Trace planos, crie metas e seja feliz.



Jacqueline Meireles
Psicóloga/Consultora

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