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26 de abril de 2017

Respeito as diferenças

Muito se fala sobre o respeito as diferenças, mas pouco se escuta sobre o trabalho pessoal que temos que ter para iniciar esse processo. É importante dizer que respeitar não é concordar, mas procurar entender que as escolhas do outro diz respeito a ele, a vida dele.

A partir daí se dará inicio uma movimentação interna consciente, que gerara energia significativa para que essa aceitação ocorra. E um trabalho que demanda vontade e foco. Respeitar  o outro não é concordar com as atitudes da pessoa, mas entender que existe entre você e o sujeito uma limitação, que leva a discordar.

Muitas dessas discordâncias parte de construções culturais que necessita de muita lapidação. É por isso que o querer tem que está acima do que os outros iram pensar, mas principalmente do que eu penso.

Ao londo da vida vamos criando expectativas positivas e negativas sobre as pessoas, idealizamos ou "pintamos um monstro". E tudo isso está ligado a nossa própria realidade, a nossa forma ver o mundo, nossa história de vida familiar e educação...

Desconstruir uma pseudo realidade inventada por nós é mais difícil que imaginamos, porque ela criou raiz, contudo, não é impossível. Geralmente dizemos que as crianças conseguem esquecer os acontecimentos ruins com muito mais facilidade que os adultos.

De certo modo é verdade, elas geralmente não guardam magoas, nem ficam remoendo os acontecimentos. Porque para elas estar junto, brincar é mais importante que disputar. Elas procuram absorver o melhor dos outros, assim elas agregam valor e alegria.

Para as crianças as diferenças são bem vindas, elas conseguem extrair  e aceitar as diferenças dos coleguinhas e aprender coisas novas, compartilhar experiências, Já com os adultos, essa aceitação caminha para o nível da competição.

"Eu preciso ser melhor que ele pára me destacar, para ser querido, ser aceito, ser amado (ser magro, bonito, alto, ter um bom emprego, um ótimo salário, ter escolhido o curso de renome, ter representatividade...".

Todos nos somos diferentes e temos limitações, dificuldades em diferentes graus, o grande X da questão é identificar essas dificuldades, o lodo interior, não para nos martirizar, mas para limpar e assim deixar fluir a água, o amor dentro de nós e as coisas boas surgirem.

Respeitar as diferenças é um ato de generosidade para com a vida, onde o maior beneficiado será sempre o mais tolerante, com as escolhas e falhas alheias.