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18 de fevereiro de 2011

Inteligência emocional em foco

O seu bem estar vai depender de que tipo de relação você se permite ter, não basta ser inteligente, nem ser racional, controlar os impulsos faz parte da inteligência emocional do ser humano, este é um processo adquirido, mas necessita de trabalho e foco.
Inteligência emocional é um conceito em Psicologia que descreve a capacidade de reconhecer os próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles. (Dicionário Wikipédia)
O aprender a conviver com o diferente é um árduo processo em um mundo tão preconceituoso, competitivo e desigual. Sendo estas umas das maiores dificuldades do ser humano. 
Desde cedo os pais transmitem certos juízos de valores às crianças, junto a eles vão inclusas superstições, crendices e preconceitos, são ideologias e expectativas para os quais os filhos têm intrínsecos conteúdos ainda pouco estruturados para filtrarem as demandas advindas de perspectivas a eles lançada..
A visão do sujeito será sempre superficial, julga-se precipitadamente, misturam-se ressentimentos, emoções e sensações a dados falsos. A liquidez das relações torna a convivência fraternal insustentável, cobra-se muito e oferta-se pouco.
Evidente que os pais enquanto sujeitos formadores de opiniões, sempre terão grande peso na educação dos filhos, que tendem a sentir-se endividado pelo amor a que lhe foi dedicado. Está é uma fatura que nunca irá ser paga e tende a crescer constantemente, juros em cima de juros e uma imensa culpa por muitas vezes não corresponder à expectativa parental.
Ao sufocar os filhos os pais não permitem que eles encontrem seu caminho, busquem sua identidade, aprendam com seus erros e vangloriem seus acertos. Se por um lado as vitórias dos filhos pertencem aos pais, o que dizer então das derrotas, do caminho errado seguido, das escolhas mal feitas?
A cobrança começa cedo para os pequenos e segue até a idade adulta, não é a toa que as divergências, diferenças e discussões familiares estão sinalizando o problema a todo instante, a expressão popular diz que se deve matar um leão por dia, torna-se difícil quando esse leão reside sobre as mais firmes leis da sagrada família.
Então,  “ser leão” não é tão fácil em meio a tantos leões, erguido de força e destreza, com sua enorme juba, briga a fim de defender seu território e para ser respeitado.

Talvez o ser humano não seja tão bom “caçador de leões”, finge ser, opera por medo, raiva, disputa, se contradiz em sua lealdade, fidelidade. Demonstra gostar de todos, mas na verdade estima apenas poucos, sem conseguir ao menos ser verdadeiro aos seus próprios sentimentos.
A inteligência emocional visa o equilíbrio da razão e emoção, sendo geradora de atitude. A ausência dessa habilidade emocional trás como consequência uma espécie de alto destruição decorrente da baixa estima aonde a raiva projetada no outro ofusca o lado racional e é neste momento que o emocional passa a comandar.
Quando não se sabe bem para que lado caminhar sempre será mais inteligente escolher o seu lado, ficar ao seu favor, respeitar as suas escolhas, isso sim é inteligência emocional.


Jacqueline Meireles
Psicóloga/Consultora

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