Reprodução autorizada desde que mencionada à autora e o site www.psicologiaemanalise.com.br/

17 de outubro de 2011

Comunicação, onde está o ponto cego?!


A comunicação parte de uma prática que trás resultados a longo prazo, prova disso é que ninguém nasce sabendo falar, se expressar.  Quando o individuo aprende a exercer a autocomunicação, sua relação com o outro ganha em qualidade, passando a haver maior interação e ajudando no desenvolvimento de novas idéias.
A autocrítica proporciona resultados e trás crescimento, o sujeito aprende a renovar os pensamentos o que o auxilia na provável descoberta de potencialidades, tais ações proporciona segurança e transmite confiabilidade.
O processo de comunicação pode sofrer inúmeras interferências (interno-externa) e com isso dificultar a influência mútua. Quanto mais transparente e honesta a mensagem é transmitida melhor será absorvida.
A locução tem o poder de emitir pensamentos automáticos, sentimentos e emoções até então contidas, mas carregadas de pré-conceitos.  O discurso imprime, declara, confessa idéias implícitas, porém impregnadas de mensagens positivas e/ou negativas.
A comunicação não passa exclusivamente pela esfera da cognição, ela mexe com todos os sentidos, com várias potencialidades de entendimento peculiar a cada sujeito. Quando alguém transmite algo, está ali intrínseco o seu conhecimento, entendimento, história, sonhos, medos, projetos e ambições.
Na relação interpessoal a comunicação pode ser uma poderosa aliada para contextualizar o que se almeja do outro. As palavras não têm vida própria quando ditas isoladamente, elas estão inseridas nas circunstâncias, têm efeitos, mexe com as emoções e habilidades de quem a transmite e de quem as recebe.

Pensar, refletir, ordenar, submeter-se a uma análise ou auto-análise ajuda no processo de entendimento.
O ato de comunicar por si só não faz ponte o outro em questão precisa alcançar a mensagem transmitida. Uma locução limitada não estabelece relação, oposto a isso, afasta e por vezes destrói relações.
Não é nada fácil iniciar uma conversação onde existem ruídos e sombras, onde há desacordos. Neste sentido o “ponto cego” não comporta interferência, não percebe as falhas, não visualiza as ações, não entende e por isso crítica, condena e subjuga.
Algumas dos maiores falhas cometidas pelo ser humano é a comunicação, que tem grande teor de pré-conceitos, reforçados por mito e tradições.  O sujeito não se permite entender, fechasse para o novo, desrespeita e reprime.
Quem não se comunica perde oportunidade, não faz relação, poucas são as pessoas que conseguem transmitir de forma segura suas idéias, ter clareza no falar. Quanto menos fissura tiver a comunicação mais fácil chegara e mais eficácia terá.
É importante deixar claro que a comunicação não depende só de quem noticia, o receptor não está passivo, contrário disso, ele é a parte fundamental da conexão, pois suas emoções, sensações e histórias têm grande participação nessa relação.
O ponto cego da comunicação é o que o sujeito transmite e não percebe.



Jacqueline Meireles
Psicóloga/Consultora

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário, participe dessa construção!