A difícil arte de educar

O núcleo familiar vem passando por varias transformações com os novos papeis assumidos e susceptivas mudanças no contexto social. A autoridade familiar está em constante desequilíbrio, há certa confusão no que se refere à autoridade e autoritarismo.

A autoridade não necessita de ameaça, ela já está postada no respeito passado, construído e conquistado. Já o autoritarismo surge quando nada mais resta além da ameaça. Existe uma confusão causada entre esses dois termos aparentemente paralelos.

Essa dificuldade em assumir a autoridade perante os filhos é um desafio para muitos pais, que por vezes sentem-se incapazes na hora de educar e estabelecer os limites para seus filhos.

Os jovens estão a cada dia adquirindo mais liberdade, em alguns casos sem muitas regras. Os direitos e deveres nem sempre caminham lado a lado. O que falta para algumas famílias é uma aproximação direta e consistente dos pais para com os filhos, com o objetivo de resgatar esse referencial.

O que pode ser percebido entre alguns jovens e adolescentes é uma procura no grupo de amigos por referencias, com o intuito de vinculá-las em sua vida, podendo carretar em substituições desenformadas e deturpadas, trocando afeto, diálogo e informação por drogas, agressão e rebeldia.

Com isso todo grupo familiar perde, quer seja em qualidade de vida, na relação pais e filhos. O que ocorre muitas vezes quando a família se sente impotente na educação dos filhos passa designar a escola ou até mesmo a sociedade para fazer o papel de educadores, e quando tudo falha, esse papel será posto a justiça.

As mudanças sociais estão crescendo em rápida escala, sendo causadora de medo e preocupação para os pais, que por vezes sentem-se perdidos mediante a tantas novidades e avanços socioculturais sem saber ao certo como agir, paralisam.

Educar no mundo atual é uma arte, porém todos podem ser protagonistas de sua vida, saber estabelecer um diálogo com o filho é de suma importância, em compreender que, a transferência de valores acarretará grande peso em suas escolhas futuras.

Cabe aos pais, aproveitar alguns momentos que venham a ter, para ensinar e aprender com os filhos, fazendo do encontro uma construção familiar um somatório de amor.

Lembre que todo barco necessita de uma âncora, ele pode até está solto, mas não a deriva.



Jacqueline Meireles
Psicóloga/Consultora

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