Reprodução autorizada desde que mencionada à autora e o site www.psicologiaemanalise.com.br/

24 de janeiro de 2011

Linguagem: Mais que mil palavras...


Falar sobre linguagem parece simples, visto que todos os seres de alguma forma é possuidor dessa peculiaridade. Certo mesmo é dizer que existem várias formas de comunicação,  o bebê, por exemplo, tem seu próprio dialeto, utiliza-se do choro como forma de diálogo com seus pais, para cada necessidade ele emite um som especifico, sendo necessária a observação atenta no sentido de decodificar cada som.
Com adulto não é diferente, este tende a aprimorar seu dialeto de acordo com seu desenvolvimento intelectual. Mas esta ferramenta tão preciosa e poderosa que é a linguagem e que todos já nascem com ela, poucos sabem usá-la, alguns por medo, outros por falta de pratica que os deixam inseguros diante da possível reação negativa que o Outro possa ter.
Existem várias formas de linguagem: a corporal, a falada e a linguagem dos sinais que é uma das mais conhecidas. E é este mundo de linguagem que inunda o individuo, verdade esta, que a fala tem seu palavreado tão preciso e tão distinto em diferentes culturas.
Entre o saber falar e o saber calar há uma linha tênue, cada colocação interpessoal  terá implicito  sentimentos dos mais diversos. Importante compreender que a escuta depende não só do que o outro diz,  muito mais do que ele quis dizer e por falta de habilidade não consegue expressar seus sentimentos em palavras.
Ademais, existem pessoas que não falam, mas tentam expressar suas emoções através do comportamento, sinalizando-o em suas atitudes. É percebido então que a linguagem não é tão simples quanto parece visto que é na prática que a sua complexidade é avaliada.
A linguagem é uma “ferramenta” preciosa e necessária para vida de todos. Ela nomeia, clarifica e dar sentido aos mais obscuros dos sentimentos. A fala propriamente dita “cura” dores emocionais, transforma anseios. Claro que cada indivíduo terá um grau de entendimento que dependerá de sua história de vida relacionado com seus conteúdos internos e experiências adquiridas.
A fala pode ser plural, entretanto sua interpretação será sempre singular, sendo que é esta singularidade que enriquece a sociedade culturalmente atribuindo valores a sua população, visto que, um mesmo acontecimento terá vários olhares com inúmeros significados.
Tudo é linguagem, já dizia Françoise Dolto. Este maravilhoso artefato faz elo entre as pessoas, às liberam do sofrimento, humaniza e constrói pontes. O comportamento é a linguagem simbolizada, não falada e expressada em sua mais real confissão.
A linguagem ainda pode ser um emblema dos mais complexos, a falada, por exemplo, em algumas vezes pode dar lugar a duvida do não dito, do subentendido, das meias palavras. 
Voltando a primeira infância em que os bebês, apesar de sua pouca experiência, sabem muito bem expressar suas emoções mesmo que em sua maioria seja pouco entendido. 

Na contramão do desenvolvimento,  raros são os adultos que conseguem expressar seus sentimentos, pois muitos acreditam que o simples fato de senti-los já oferece dados, informações suficiente para que possam ser compreendidos. 



Jacqueline Meireles
Psicóloga/Consultora

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário, participe dessa construção!