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23 de novembro de 2012

Marketing pessoal: De dentro prá fora


“Conhece-te a ti mesmo.
Conhece o outro. Conhece o lugar.
Conhece o tempo. Então tua vitória será total.”
-Sun Tzu-


A sociedade rotula a autopropaganda, a autovalorização como falta de modéstia, um modo de exibição. Por outro lado, o marketing pessoal trás a linguagem como contorno daquilo que se anseia, declarado em sua mais primitivas expressões. A mensagem transmitida através da linguagem não verbal é conduzida. Saber utilizar o marketing pessoal como uma ferramenta a seu favor, pontuando suas qualidades com firmeza e segurança, acompanhado sobre tudo do autoconhecimento e autoanalise é fundamental.

Imaginemos que o individuo seja o “produto”, este precisa ser notado, visto desejado pelas empresas, pelo entrevistador. O “produto” trás sua marca, seus valores, alguns intrínsecos, mas com numerosos potenciais. Tais variáveis faz parte do pré-requisito marketing pessoal e deve ser exposto, explorado para que assim, seja apreciado. Todas as caracteristicas apresentadas são essenciais, pois facilitam a escolha do profissional,  que apresente o perfil mais adequado a ser contratado.

Mas como fazer o marketing pessoal?
A melhor estratégia é ser verdadeiro com as suas habilidades, lançar suas potencialidades e qualidades como exclusivas, ciente que ninguém será igual a você e apenas você tem subsídios adequados para conseguir a função que almeja.

A autovalorização ajuda no processo, sem esquecer-se da qualificação, afinal o mercado está competitivo mesmo, ou seja, tem que se preparar. Espaço há para todos que procuram exercer suas funções de maneira eficaz e eficiente, visto que com um pouco de disciplina, paciência e muita persistência os resultados surgirão.

Toda trajetória trás gradações positivas e negativas, o importante é saber selecionar, separar o "joio do trigo", ciente que não há trigo sem joio, tudo é aprimoramento, aprendizado e crescimento. Durante o processo de entrevista o candidato está ali tentando “vender seu produto”, sua mão de obra, suas habilidades, aptidões, todas essas de difícil mensuração. Nesse estágio o produto não é material no sentido real do momento, pois seu trabalho anterior por mais perfeito que tenha sido não foi visto pela nova empresa que está prestes a contratá-lo.

O que conta mesmo em uma entrevista de emprego é o seu perfil profissional, sua história de labutador, trajetória, potencialidades e seu desenvolvimento profissional ao longo do caminho. Bons selecionadores avaliam o investimento intelectual atrelado à prática como fator importante, o tempo do mercado atual é bem relativo, visto que, há muitos profissionais com muito tempo de empresa, mas com pouca produtividade.

Vale salientar que a linguagem corporal é tão importante quanto à linguagem verbal, além das dicas que sempre ecoam nas mídias, boa aparência, autoestima e desejo pelo desenvolvimento é fundamental. 

A cada passo está sendo plantada a semente do desenvolvimento e do conhecimento. Falar sobre si é uma das coisas mais sofisticadas e das mais difíceis, pois sempre irá remete-lo autoconhecimento. Qualquer pergunta ou resposta é demonstrada por intermédio da linguagem verbal e não verbal, está divulga de modo inconsciente, verdadeiros potenciais, o desejo essencial ao crescimento.

Ninguém nasce pronto, sendo assim o marketing pessoal é algo construído, ao longo das experiências e situações vividas, junto à autoanálise, está necessita de um foco maior nas áreas em que carecem. Quando diretrizes são traçadas ajudam a levantar alicerces seguros.

"O melhor perfil profissional é o que está em analise no momento da entrevista."


Jacqueline Meireles
Psicologa/Consultora