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15 de dezembro de 2011

Plantando o amor


Neste ano que se finda é importante aproveitar as oportunidades que a vida trás em meio às tempestades para plantar o amor. Os incômodos ocorridos pelas vivencias mal conduzidas certamente pode ser transformados em aprendizado.
Na escola da vida nem sempre o aluno tira boas notas, mas isso não significa que ele tenha que repetir o ano, alguns tropeços podem orientá-lo a buscar o melhor caminho, propiciar maior abertura ao encontro do que existe de melhor dentro do seu EU.
Plantar amor significa doar mais, trabalhar o perdão, pôr-se humilde e entender que os pequenos acontecimentos é que faz as grandes conquistas. Muitas vezes o que o sujeito almeja e algo grandioso, mas a verdadeira alegria consiste nas coisas simples do cotidiano.
Quando a pessoa consegue trabalhar no bem, na prosperidade, as vitorias vão aos poucos surgindo, são as chuvas de bênçãos que Deus coloca na vida. Na verdade o bem sempre prevalece para aqueles a quem deseja o crescimento da alma.
As dificuldades, angustias e momentos tortuosos nunca serão maiores que a felicidade que a benevolência proporciona, ela trás a paz, a calmaria e povoa os coração. Não permita que o desamino, a agruras momentâneas ataque seu coração.
Quando o plantio é feito em terreno fértil do bem e o seu cuidador se ocupa em semear, aguar a lavoura com pequenas demonstrações de afeto, carinho, respeito, dedicação, atenção e principalmente amor, a colheita será um sucesso.
Não deixe que as tempestades invadam os seus corações, quando elas finalmente sinalizar aproximação, agarre - se com o bem, os ventos testam o plantio, verifica seu solo, sua raiz profunda, tentam arrancar de qualquer forma o broto, mas em vão, vê que não consegui passa, deixa pequenos arranhões que com o tempo são balsamados por novas e belas flores.
Assim é a vida que surge, a cada alvorecer há um recomeço de bênçãos e abundancia. É neste antemanhã que tudo começa, os sonhos, a força, a conexão com o amor faz fotossíntese, trás a luz que fecunda os corações, alegra a alma e equilibra o psiquismo.
Tudo é um processo o tempo pode passar lentamente ou na velocidade da luz, mas a certeza está em sua passagem, bem como a beleza. Amar parte do principio do outro, ninguém consegue exercer o amor sem que haja o outro para comungar tal ternura.
O sujeito só consegue se reconhecer através do outro, o ser inteiro não exclui a partilha e é nesse partilhar que o ser humano encontra a verdadeira maneira de amar. O amor guardado, encapsulado não produz frutos, não germina, não cresce.
A alma, o psiquismo é o jardim interno de todos os indivíduos, necessita de cuidados e dedicação a ela deve ser dada toda atenção, afinal a vida é o maior tesouro de amor que alguém pode desfrutar. 


Jacqueline Meireles
Psicóloga/Consultora

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