O valor atribuído ao salário e estrategias que podem ser utilizadas

Com o advento da crise econômica as empresas tem procurado enxugar cada vez mais o quadro de funcionários, o que acarretou o maior demanda de trabalho para os poucos empregados que tiveram que cobrir as funções dos que foram dispensados.

Paralelo a isso a mão de obra esta cada vez mais barata, chega a um patamar injusto e absurdo de desvalorização do trabalhador, que é obrigado a se submeter para não ter que entrar na estatística de desemprego. A crise é real, mas a trelada a ela existe uma especie de oportunismo.

Contratar profissionais qualificados a baixo custo esta sendo a oportunidade e baixar o montante da folha de pagamento. Na verdade a mão de obra quando muito baixa, chega a ser um retrocesso e muitos trabalhadores se sentem obrigados a aceitar, porque estão muito necessitados e não ver outra saída, devido a conjuntura econômica atual.

Neste contexto o profissional que se qualifica se sobressai mediante a oportunidade que chega, mesmo tendo seu emocional abalado e muitas vezes sentindo-se desmerecido quanto ao salário ofertado, ainda assim abraça o que chega.

O salário tem um simbolismo não só estatal, mas ele é o norteador de seu esforço, experiencia e qualificação ao londo de uma vida profissional.

O salário também é a balança que vai dando valores a cada estagio, nivelando experiências e degraus alcançados. Por isso que quando um profissional percebe que seu trabalho cresce e seu salário permanece estagnado, sem condizer com suas funções, tende a se desmotivar, frustar, sentindo-se desvalorizado.

A função do trabalho é trazer não só renda mais também dignidade, utilidade, serventia. Mas, essa serventia, não deve ser associada a escravidão. O servir deve ser transformado em renda, com salário justo.

Amar a profissão não significa desmerecer o que se ganha por meio dela. Como qualquer relação, o trabalho precisa ser exercido com amor, mas só o amor não basta, porque amor não paga conta, essa casadinha do profissional com o mercado de trabalho deve existir, e para que isso ocorra o reconhecimento é fundamenta.

O salário é a forma mais explicita de reconhecimento que muitos trabalhadores entendem como valorização. Mas, ciente que não precisa ser a unica, algumas empresas conseguem valorizar o funcionário sem necessáriamente ofertar altos salários, elas utilizam de estrategias que estimulam o crescimento, a participação e aprendizagem.

Além do tratamento adequado, cooperação, flexibilidade de horários, cobrança justa, consciente e honesta, melhoria do espaço e ambiente de trabalho, local de repouso adequado, elogio verdadeiro, são estrategias que pesam na hora do trabalhador decidir continuar na empresa.

A sensibilidade do empregador é muito importante neste momento, ela será o divisor de águas nesta relação de empregador e funcionário. 


Jacqueline Meireles
Psicóloga
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