Reprodução autorizada desde que mencionada à autora e o site www.psicologiaemanalise.com.br/

11 de novembro de 2009

Casamento de papel... Casamento de papéis...

O casamento é a união entre duas pessoas, sua legitimação pode ser religiosa e/ou civil. O civil, que aqui chamo, "casamento de papel", seu valor maior é jurídico, seu principal objetivo é preservar o casal com relação aos seus direitos. Este porém, vem ocupando um lugar significaiivo e importante nos dias de hoje, bem diferente de antigamente, cujo casamento religioso tinha uma simbologia maior, pois se acreditava que a religião proporcionava um sentimento mais amplo, colaborando para união eterna do casal.

Realmente a visão de casamento mudou como também mudou a relação do casal, talvez a procura pela liberdade financeira tenha contribuído para um novo modelo de relação conjugal e até no sentido de gerar maior liberdade afetiva. Ninguém nos dias atuais é forçado a viver com ninguém que não goste e que não ame, isso é fato. Porém, quem o prende a que, ou a quem?

Quem decide casar sabe que vai compartilhar não só do espaço geográfico, a casa, mas também da intimidade que surge na convivência e do dia a dia. Esta vivência já requer outro tipo de contrato, o "casamento de papéis", sendo este, representativo e simbólico, talvez até o mais importante, pois dará subsídios para essa união. Neste contrato o casal junto vai criar Cláusulas para poder se organizar ou mesmo se reorganizar na relação.

Em geral quando se assina o papel, os papéis que iram ser estabelecidos a partir dali está intrínseco. O importante é saber que não existe casamento ideal e perfeito, como também não existe uma fórmula para viver a dois, há sim várias formas que cabe ao casal encontrar a sua durante o caminho percorrido. Toda relação em algum momento vai pedir ajustes, revisão dessas cláusulas, que podem ser alteradas ou não. No entanto, é ele o coração, ou melhor, o amor que irá comandar as relações afetivas.

No casamento há uma tendência natural, uma forma de manutenção, a solicitação silenciosa de um olhar diário para relação conjugal. Ama, evolui-se, deixa de amar, volta amar, enfim, ninguém ama 24horas por dia e muito menos 365dias por ano. Os deslizes do coração muitas vezes não é uma leviandade do companheiro(a), porém deve servir como sinalizador e reavaliação desse contrato, dessa relação.

Ao fazer uma reflexão tendo o olhar mais generoso para o parceiro(a), a crise no casamento será um importante indicador que algo naquela relação não andava ou não anda bem, convidando a nível inconsciente o casal para um aperfeiçoamento, melhora do relacionamento e consequentemente do casamento.

O que em muitos casos faz minar a relação entre o casal e provavelmente o casamento é a indiferença, o desrespeito e a solidão que se torna cada vez mais presente e aumentam ainda mais os conflitos.

O casal busca uma simbiose e luta pela liberdade, como então conciliar essas duas vertentes? Pois o ego nunca esteve tão forte e a necessidade de amor tão exigente.

Não há distância maior que a do sentimento.






Jacqueline Meireles
Psicóloga/Consultora

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário, participe dessa construção!