Reprodução autorizada desde que mencionada à autora e o site www.psicologiaemanalise.com.br/

5 de abril de 2010

Ultrapassando as fronteiras da prostituição

Segundo a enciclopédia livre Wikipédia, a prostituição pode ser definida como a troca consciente de favores sexuais por interesses não sentimentais, afetivos ou prazer. Apesar de comumente a prostituição consisti numa relação de troca entre sexo e dinheiro, porém, está não é uma regra. Pode-se trocar relações sexuais por favorecimento profissional, por bens materiais (incluindo dinheiro), por informação, etc.

A prostituição é mais comumente praticada por mulheres, mas há um grande número de casos de prostituição masculina em diversos locais ao redor do mundo. Contudo, no texto a seguir será abordado um outro tipo de prostituição, a que ultrapassa as fronteiras da troca sexo por dinheiro.

Então como estabelecer uma regra na atualidade em relação à prostituição? Quem já não ouviu falar que vivemos em um "país prospituto" onde as pessoas se vendem por qualquer coisa, trocam honra, dignidade por dinheiro, poder, status e mídia.

As prostitutas a tempo não estão mais nos bordeis, hoje se encontram em locais mais ditos familiarizados. Será que ser prostituta é apenas trocar o sexo por dinheiro? Já que nos dias atuais as relações estão cada vez mais se firmando por trocas de interesses, onde a afetividade passa a léguas, o amor quase inexiste e apenas o que se vê no outro é um “príncipe em seu cavalo de quatro rodas para proporcionar um futuro presumidamente melhor”.

As relações afetivas estão ficando cada vez mais distantes e neste sentido não há vitimas nem inocentes, existem apenas pessoas que de algum modo vão se deixando guiar por esse novo contexto social aparentemente inofensivo, mas que traz intenso sofrimento. Faz do "dito amor" uma relação de troca, diferente de doação.
Há algumas relações que desde inicio dão indícios que estão sendo construídas e pautadas em segundas intenções é necessário ficar atento para que o sentimento, a afetividade não se transforme em um negócio, ou seja, uma relação construída através de compra e venda de um suposto sentimento, digo suposto, pois, esse sentimento ainda não existe e não se sabe ao menos se um dia irá existir.

Mas se alguém pensar que o poder, o dinheiro, o status "compra tudo" até o amor e seu mais sublime sentimento... Quem sabe um dia?




Jacqueline Meireles
Psicóloga/Consultora

Um comentário:

Deixe seu comentário, participe dessa construção!