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4 de abril de 2010

A Confiança

A maioria das pessoas tende a buscar no outro a certeza que muitas vezes não encontra, junto a isso vem o medo em descobrir que o outro não é tão bom, tão perfeito como se apresenta e nem tão confiável.

Mas, ao depositar sua total confiança em uma determinada pessoa você esquece que em alguns momentos todos falham, uns mais outros menos. O certo é que em algum momento "todos vão trair, falhar, errar, pecar."

Talvez esse "pecado" seja distinto de gravidade quando diferenciado de uma pessoa para outra. Contudo, quem dará o peso da gravidade do ato é a "vitima", que julgará de acordo com seus valores e conteúdos internos.

A confiança é o alicerce de qualquer relacionamento interpessoal e o confiar plenamente ou não, vai depender da historia de vida de cada pessoa, dos valores éticos e morais, da conduta aceitável e inaceitável.

Com o objetivo de acrescentar o presente texto, relato."No dia 31 de Outubro o Prof. Raul Diniz, proferiu sobre a Confiança" na AESE – Escola de Direção e Negócios, em boa hora publicada na revista dedicada à XI Assembleia de Alumni, subordinada ao tema “A Economia, as Pessoas e as Confiança”.

"Há quem defenda que não se deve confiar nas pessoas, que não se deve confiar que as pessoas vão fazer as coisas certas e que é preferível desenhar sistemas que as ajudem a proceder bem (...). Todos desejariam sistemas de tal modo perfeitos que já ninguém precisasse ser bom".

"Vivemos simultaneamente uma crise de confiança e uma cultura de suspeita (...), "os homens constroem demasiados muros e poucas pontes (...) a confiança reduz a complexidade social", se não há confiança mútua, diminui o sentido da responsabilidade e inibe-se a liberdade. A perda da confiança tem exigido uma regulação mais invasiva".

"Confiar no outro significa que acredito que não me prejudicará ou explorará, especialmente quando esse risco existe".

"Muitas vezes aparece àquela dicotomia difícil - eu perdoou, mas não esqueço - que tem uma certa razão de ser, porque o perdão tem a ver com a vontade -eu posso querer perdoar, mas a desconfiança entrou pelo conhecimento de alguma forma as coisas caem no campo da memória e se tem dificuldades em esquecer".

Ainda segundo Prof. Raul Diniz, "qualquer dirigente sensato teria uma forte motivação para investir no desenvolvimento da confiança, caso se pudesse comprar no mercado, pois o seu retorno seria muito superior ao de qualquer outro negócio", mas "a confiança dá-se fundamentalmente entre pessoas e exprime uma relação muito mais profunda e complexa que chega à confiança nas intenções, ou seja, aquilo que cada um tenta conseguir dos outros".

"Quem mantém uma relação com uma pessoa, com um grupo, sem confiar nele? Ou, se preferirem, quanto tempo dura uma relação se a confiança acabou? É que a confiança não é estática, tem que ser ganha e reforçada ao longo do tempo pela aderência constante aos valores que estão no seu fundamento. Exige esforço e vontade para manter".

A confiança além de tudo é um ato.



Jacqueline Meireles
Psicóloga/Consultora

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