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22 de julho de 2010

Entre a razão e emoção existe... O indivíduo

Como viver entre a razão e a emoção, ou melhor, como agir em meio à razão e a emoção? Somos seres racionais e emocionais por natureza, porém muitos agem como se não obtivesse a razão, movidos puramente pela emoção é capaz de causar grandes conflitos em sua vida e na do outro.

Mas, ser racional ou emocional em excesso pode ocasionar relacionamentos superficiais, pautados na desconfiança e insegurança.

Essas duas vertentes, razão e emoção são sensações intensas que quando em desequilíbrio pode dominar o individuo acarretando consequências devastadoras. A emoção em alguns momentos fragiliza o ser humano de tal forma que o afasta de seu lado racional.

Racional para alguns é sinônimo de praticidade, onde não há lugar para suportar tamanho envolvimento sentimental. Isso pode ocorrer em decorrência da pouca disponibilidade que o sujeito tem para lidar com as situações emocionais diárias. Muitos indivíduos vivenciam esse duelo interno, uma espécie de rivalidade que faz parte das enumeras escolhas a serem feitas.

Escolher nem sempre é fácil, mexe com sentimentos e histórias de vida que transcende a racionalidade, escolher faz parte da vida e é necessária para uma mudança futura. Escolher com maturidade e equilíbrio é necessário, uma mudança interna transformar idéias, re-direciona, re-significa valores tão fortemente arraigados no individuo.

Para se obter um crescimento maior, se faz necessário esforço e vontade em querer crescer, o que pode se pensar na realidade referente a imagem ou melhor ao imaginário, como uma fotocopia do nosso inconsciente, que ao ser focada transfere os desejos que muitas vezes vai além das necessidades, em busca de uma satisfação completa, porém comprimida, resultando na falta, seja relacionada a felicidade ou no prazer que o sujeito corre atrás.

Toda mudança por menor que seja pode a priori causar desconforto. Lidar com esse mundo dinâmico onde tudo é transitório não é uma tarefa fácil, os seres “humanos são elefantes” em relação à mudança, as poucas modificações já é sentida com um enorme peso. Cria-se ilusão em relação às pessoas, idéias irreais e fantasiosas que acabam camuflando e mascarando, utiliza-se as emoções como válvula de escape para justificar possíveis condutas irracionais e tempestivas.

É sabido que os relacionamentos são construídos baseados na admiração, sintonia e no gostar. Mas será que esses sentimentos são o bastante para assegura uma relação satisfatória e feliz? As relações interpessoais estão mostrando que não, que esses sentimentos por si só não bastão, as pessoas estão ficando mais exigente em seus relacionamentos, ninguém quer servir de bengala para o outro.

Com isso as disputas são estabelecidas de forma desonesta sendo sustentadas por mentiras em cima de uma suposta racionalidade, mas são emoções puras sinalizando egoísmo, inveja e falta de maturidade emocional.

O equilíbrio é fundamental para manter a cordialidade nas relações, não esquecer que entre a razão e a emoção existe o indivíduo que é dotado de capacidade suficiente para alcançar e manter a homeostase do seu ser.



Jacqueline Meireles
Psicóloga/Consultora

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