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10 de julho de 2010

Equilíbrio emocional - “Nenhuma dor é tão mortal quanto à da luta para sermos nós mesmos.”

Ievguêni VinoKurov

Uma das sensações analisadas e discutidas na atualidade diz respeito ao equilíbrio emocional, poucas pessoas se consideram em plena homeostase com suas emoções, porém serão as situações advindas que dirá realmente o quanto de coesão existe no mundo interno de cada um.

É verdade que nossa sociedade está passando por grandes transformações, sejam nas instituições familiares onde ocorrem tantos abusos e violência das mais variadas formas ou nas relações sociais que vêem apontando para um total desequilíbrio e desrespeito para com o próximo.

As pessoas estão atravessando um momento de poder absoluto, uma era do tudo pode, tudo é permitido, tanto que as leis estão sendo modificadas a cada dia para poder da conta e barrar estas inúmeras transgressões. Vivemos na ordem em que os desejos têm quer ser satisfeitos a qualquer custo, e isso é perigoso.

Toda essa situação sinaliza para uma possível e quase por total falta de equilíbrio emocional. A busca pelo equilíbrio faz parte de uma construção interna, é pessoal. O equilíbrio se faz de dentro pra fora, não de fora prá dentro.

Para conseguir alcançar o desejado equilíbrio emocional o individuo passa por um trabalho intenso, que exige dedicação e força de vontade. Sentimentos negativos precisam ser trabalhados e re-significados, negar sensações ruins pouco ajuda.

A ausência de equilíbrio emocional leva o ser humano a paralisar diante dos obstáculos ocorridos em sua vida, à pessoa pode se perceber sem força para continuar sua caminhada. É sempre importante estar ciente de sua energia psíquica, saber utilizar-la e lidar com ela. Essas energias serão fundamentais para que no meio de um problema a pessoa possa saber racionalizar, e partir daí iniciar o processo de reestruturação, uma verdadeira reforma interna que trará resultados externos.

Porém ter o conhecimento sobre si é importante e saber utilizá-lo com sabedoria é imprescindível, não se pode deixar tais conhecimentos só acumulados pelas experiências, esquecidos. Faz parte do equilíbrio emocional, como também da maturidade emocional, saber ouvir, falar e trocar informações. A maturidade emocional vai propiciar ao individuo, uma atmosfera de equilíbrio, paz interior e sabedoria, e esta busca se dá dia a dia.

A maturidade emocional permite a pessoa se olhar e aceitar-se como sendo fragmentado e imperfeito, porém tendo a dimensão de sua capacidade e qualidade de ultrapassar as barreiras emocionais para que possa alcançar sua maior completude.

Não se pode negar o EU o tempo todo, pois ele está ai e se reflete em cada gesto, comportamento e atitudes. Mas, ao se olhar, se perceber e se aceitar imperfeito o homem terá a oportunidade de reorganizar essa “máquina” tão extraordinária que é o seu psiquismo, e integrá-la ao seu corpo, formando assim uma homeostase entre sua mente e o seu corpo.

Sabendo que, os conflitos sempre iram existir e é perfeitamente saudável para a construção intima do ser humano. É por meio deles que as pessoas terão a oportunidade de crescer, amadurecer e se perceber enquanto parte existente.

O modo como cada pessoa vai conduzir seus relacionamentos refletirá em suma sua maturidade emocional, está que será adquirida à medida que cada pessoa começa a prestar mais atenção em seus sentimentos e emoções, a aprender a se olhar de forma generosa e principalmente, sem medo desse estranho interior.

Aprender a reconhecer erros, falhas e a primeira oportunidade que o individuo tem para poder acertar, não rivalizando consigo mesmo e sendo seu melhor aliado.

Cada pessoa será sempre o melhor que pode, se o desejar ser.



Jacqueline Meireles
Psicóloga/Consultora

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