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29 de novembro de 2010

Vulnerabilidade familiar


A vulnerabilidade nas relações familiares está cada vez mais em evidencia. Há muito já se fala que a família está se transformando em uma “empresa falida”. Muita coisa tem mudado nos relacionamentos atuais, os casais modernos não estão com tempo para se conhecer o que de certa forma acabam por atropelar as etapas do relacionamento.
Talvez seja por está razão que as relações estão se tornando tão efêmeras. Na realidade o relacionamento a dois não é nada fácil, exige disponibilidade do casal em enfrentar desafios diários que nem sempre é superado só com amor.
Quando as pessoas decidem se casar levam, cada um, sua parcela do que foi aprendido em relação à educação e cultura, sendo diferente o modo de perceber e pensar o casamento, tendo está estrutura grande peso no futuro. Ter maturidade e equilíbrio para transpor os possíveis obstáculos é fundamental.
Ao fazer analogia do casamento com uma empresa, deve-se também observar que tipos de administradores estão à frente desta. Ao atribuir funções a parentes próximos ou a outras pessoas que não têm o mesmo objetivo do casal ou mesmo nem se quer sabem seus propósitos de família, a união terá uma grande possibilidade de vir a falir antes mesmo de começar, pois ninguém vai cuidar do que não é seu com a mesma dedicação e amor como se fosse.
A relação é feita através da construção diária, o dialogo é indispensável, não adiante querer que o companheiro adivinhe seus pensamentos e sentimentos. Todos em maior o menor grau são vulnerais em algum momento da vida. Sentir-se frágil não significa ser fraco, mas, sim ser humano.
Treme-se diante das novidades que “a priori” parecem assustadoras, treme-se diante da possibilidade de fracasso, falha e culpa. A relação a dois é uma teia que precisa ser tecida a cada dia, não há como fugir. A família é afetada todos os dias por estímulos externos.
Difícil mesmo é encontrar o ponto de equilíbrio, porém não impossível. Quando o casal tem objetivo e sabe o que quer, a vida a dois torna-se bem mais fácil e satisfatória, caso contrario estarão juntos sim, fisicamente, e afetivamente distantes.
O crescimento conjunto do casal é importante, pois será a falta do mesmo que pesará no futuro da relação.  Como uma empresa, deve-se ter em mente a estrutura emocional, afetiva, física, e financeira.
Abrir uma empresa não é nada fácil, constituir família também não, ao delegar seu patrimônio a outros, o casal perderá a oportunidade de crescer e se fortalecer enquanto indivíduo, casal e família.  
Construir bases solida é fundamental para uma vida a dois equilibrada e feliz.



Jacqueline Meireles
Psicóloga/Consultora

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