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22 de março de 2011

Mãe: Sensibilidade a flor da pele

Quando a mulher se torna mãe é natural apresentar comportamentos mais sensíveis em relação às mudanças e novidades do dia-a-dia. O que antes era apenas reflexo de um desejo se torna realidade e aquele filho tão planejado enfim chegou.
Muitas mulheres começam a sentir emoções antes desconhecidas, algumas misturadas a medos, angústias, preocupações e alegrias, ou seja, uma salada de emoções. Bem mais fácil também é para ela agora como mãe colocar-se no lugar de outras mães e até da sua própria mãe, partilhando sentimentos e sensações.
A maternidade é algo mágico na vida da mulher, um acontecimento natural que tem o poder de transformá-la, o branco torna-se claro dando lugar ao transparente, ela passa a sentir e ver o mundo mais plural, o ser humano com mais afeto.
Como inicio de qualquer relação à adaptação da mãe com o bebê não fácil, ainda há uma significativa distancia entre os dois, falta-lhes conhecimento, convivência, apesar de terem passado alguns meses juntos em completa simbiose unidos ao um único cordão umbilical pouco se conhecem de verdade.
Existia uma ligação, unidade de corpos pura e afetuosa, mas imaginaria com o convívio surgirá outro tipo de relação. Chega o momento em que ambos terão a oportunidade de entrar em um maravilhoso planeta de descobertas e é nesta montanha russa, temperada pelo amor que à relação mãe-filho vai se tornando real.
A forma que cada mulher encara a maternidade é única, como única também é a habilidade para lidar com as múltiplas e rápidas mudanças do desenvolvimento do bebê, suas emoções e necessidades.
Para algumas mamães o inicio da maternidade será um processo difícil e lento, para outras o caminho será rápido e prazeroso, um gostoso rumo ao encontro do desconhecido, há também aquelas que oscilam entre estas duas hipóteses. Verdade é que todas estão de alguma forma tentando acertar seus “relógios emocionais”.
A maternidade é uma excelente oportunidade de aprendizado e construção do amor, onde os sentimentos estão à flor da pele, consequência disso são mães que relatam sentimentos de plenitude, força e poder. Aprender a testa seus limites de “mãe leoa”, reavendo conceitos, preconceitos na transmutação natural do apego.
Talvez o mais difícil para as mamães seja suturar o corte simbiótico do parto, da gestação. Ver o filho como uno e ao mesmo tempo acoplado, viver e deixar-lo viver, exercer sua unidade, singularidade na busca de suas próprias escolhas e descobertas estando ao mesmo tempo presentes e atentas as demandas, necessidades e solicitações advindas.
A maternidade sem duvida é um dos acontecimentos mais marcantes na vida da mulher. É pura energia disparada, depositada em seu corpo e mente, que quando convertida em afeto tem a capacidade de emanar amor.
Através da renuncia, limitação, do desapego, do poder e o não poder, do querer e do não querer, que se constitui o ser mãe.



Jacqueline Meireles
Psicóloga/Consultora

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