Reprodução autorizada desde que mencionada à autora e o site www.psicologiaemanalise.com.br/

10 de novembro de 2011

Poliamor


Amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo, essa é a proposta poliamoristas, relação que se baseia na total liberdade afetiva, sexual e social. Amor sem limites, amor com pleno arbítrio entre os pares, ofertando ao individuo todo direito de viver afetivamente e sexualmente múltiplas relações.
Esse é o Poliamor!
Está é uma modalidade de envolvimento surgiu nos Estados Unidos aproximadamente há 20 anos, mas vem ganhando simpatizantes por tudo o mundo, o fato das relações serem associada à liberdade, a não monogamia ou poligamia permite ao sujeito ter experiências sexuais amorosas sem que se configure traição.
Muitos podem entender este novo modelo de envolvimento como relacionamento aberto, contudo há diferenças, e tais diferenças surgem claramente. Na relação aberta o contrato se baseia principalmente em um encontro casual, não duradouro, não fixo, sem compromisso.
No Poliamor existe o compromisso real e consentido entre os casais, o que não deixa espaço para supostas mentiras. O poliamor trás para o casal o sentido de liberdade, verdade, transparência, honestidade, desse modo, o afeto é concedido, aceito e proclamado.
Oposto ao amor romântico, no Poliamor não existe a idéia de posse, não há idéia de pertencimento, da alma gemia, do outro que completa a parte em falta, da idealização romântica de Romeu e Julieta.
Falar sobre poliamor em nossa sociedade culturalmente monogâmica soa como agressão aos princípios morais, preceitos religiosos. Fato e que o sujeito não é biologicamente monogâmico, este preceito foi pregado pela cultura como forma de civilizar o homem e transmite-lhes responsabilidade conjugal.
A monogamia pode ser entendida como um valor a ser seguido, apego, importância no sentido ético de respeito ao outro, ao contrato que junto foi estabelecido. 

Cabe ao individuo ter o autoconhecimento para saber que tipo de relação deseja com o seu par. Independente de que modalidade almeje existe a possibilidade de escolha e está talvez seja o fator mais positivo e significativo para o casal.
Escolher a quem amar, se entregar, respeitando o outro e suas limitações são sinais de maturidade, compromisso, respeito e responsabilidade. As relações vêm ganhando novos formatos e hoje não existe mais aquela idéia de padronização do amor.
Na realidade não existe formulas de amor, de amar, de se viver bem eternamente, cabe aos casais identificar o que deseja entre seus desejos, suas perspectivas relacionadas ao outro e a relação, bem como é importante estar atento as possibilidades psicoemocionais do par que se disponibiliza ou não a atender tal demanda.
Ciente que, o dialogo em qualquer modalidade de relação é fundamental, evita problemas futuros e fortalece a união. 


Vamos refletir sobre o Poliamor...


Programa Pé na rua - Quadro Diga aí

Apresentação Ivan Morais Filho, tendo a minha participação!






Jacqueline Meireles
Psicóloga/Consultora

Um comentário:

  1. Jacqueline, boa tarde!
    Estou escrevendo sobre o Poliamor e, durante as pesquisas, me deparei com seu artigo.
    Gostaria de conversar mais a respeito com você a partir de uma prospectiva psicológica.
    Poderia entrar em contato comigo para podermos conversar mais?
    Seguem meus contatos.

    (71) 9.9401-4300
    igortripodi@hotmail.com

    ResponderExcluir

Deixe seu comentário, participe dessa construção!