Reprodução autorizada desde que mencionada à autora e o site www.psicologiaemanalise.com.br/

18 de abril de 2011

EU, dono de mim...

Buscamos por nós a todo instante, nos papeis que representamos, nas relações que estabelecemos, nas afinidades que julgamos ter. Sua melhor versão tem quantos por cento de você, será que você tem utilizado ao seu favor?
As opiniões de outrem sempre influenciaram pensamentos, decisões e vida, poucos conseguem pensar por si, fazer seu próprio julgamento sem interferência ou critica.
A questão é...  Ser inteligente não significa necessariamente tomar a melhor decisão, fazer o que os outros julgam correto, às vezes as situações pedem que se faça o que é necessário.
Os limites que são colocados pelas pessoas em geral sinalizam o quanto de fronteira pode ser invadida. Todos têm suas demarcações, há aqueles que só descobrem os invasores quando a crise esta instala.
As áreas delimitadas pelo sujeito vão sinalizando o espaço do permitido e do não permitido, ciente que o respeito ao território alheio é fundamental para manter as boas relações não só no ambiente do trabalho, bem como junto aos amigos, cônjuges e família.
O problema ocorre quando o Outro sentir-se dono de sua intimidade acredita que ter direitos sobre sua vida, seus pensamentos e suas escolhas.
A cada dia se torna mais difícil para as pessoas contentarem-se com as versões criadas de si mesma, isenta de copia, plagio e medo. Mais complexo ainda é não saber qual é a sua melhor versão.  Algumas pessoas buscam uma porcentagem da melhor versão do outro, acreditando ser essa a medida certa do EU BOM.
O outro está sempre lá, julgando, apontando e aprontando. O fato é que o sujeito tende a enquadrar a sua melhor versão no aceitável, nas opiniões e avaliações alheias e se esquece de refletir sobre sua própria opinião.
Eu dono de mim está intrincado por que demanda responsabilidade em assumir escolhas, há o temor em ser interpretado erroneamente. Sendo assim torna-se difícil deixar de sentir medo de suas cômodas sombras e principalmente sair das sombras dos outros.
Ser senhor se si é saber respeitar os espaços, entender que ninguém precisa ser igual para ser feliz, apreender que você pode se apropriar de sua vida estando atento às suas necessidades.
Atravessar suas fronteiras interiores, conhecer seus limites ajuda a conquistar alguns dos por cento de sua auto-aceitação e transformar os outros tantos em algo mais próspero.
Seja sua melhor versão... 
No bom, no bem, no necessário, na vida.



Jacqueline Meireles
Psicóloga/Consultora

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário, participe dessa construção!