Reprodução autorizada desde que mencionada à autora e o site www.psicologiaemanalise.com.br/

15 de setembro de 2011

Bioética, uma questão de ética


As novas tecnologias têm transformado o retrato do homem e seu lugar no mundo. Hoje, há várias configurações de famílias e de relacionamentos. Com tantas mudanças ocorrendo no campo social e da saúde, criou-se uma nova forma de tratar a doença e o doente. 

A bioética aborda questões de cunho coletivo que afetam diretamente casais, família e sociedade. Sendo assim, é importante que seja difundida por entidades de diferentes saberes.  

Os avanços terapêuticos têm apresentado recentes temas éticos, mudanças significativas vêm ocorrendo no setor científico e tecnológico, essas afetam a vida das pessoas e dos seres em geral,  levantando discussões relacionadas aos princípios morais, coletivos e individuais.

Tais diálogos remetem à assuntos de valores, responsabilidades e princípios éticos. Pensar bioética para além do campo médico é perceber a pluralidade cultural, a transdisciplinariedade.

Ela trás discussões legítimas que apontam subsídios para vários tratamentos de doenças como: câncer, mal de alzheimer, parkinson e outras tantas enfermidades degenerativas que necessitam de respaldo para que se façam uso de novas terapias. 

Muitos são os argumentos levantados pela bioética no qual se pode citar; A concepção, aborto, fertilização "in vitro", clonagem, eutanásia, transgênicos, o uso de células tronco etc. Todos esses são temas polêmicos e de grande interesse social. 

Refletir sobre bioética constitui falar em valores científicos, sociais, culturais, religiosos, judiciais, ou seja, percorrer diversos cenários que ao mesmo tempo são aceitos e contestados.

Falar sobre questões éticas é promover a conhecimento, o aprendizado, a consciência, responsabilidade moral. Uma sociedade bem informada está apta a fazer melhores escolhas e desempenhar sua liberdade de modo consciente.

Bioética não se pratica as escuras, oposto a isso, ela clarifica e trás um saber coletivo que envolve alternativas. Para escolher se faz necessário conhecimento de causa, tal conhecimento gera consciência, confiança e maturidade.

Tanto a ética quanto a bioética traz em seus debates tópicos relevantes, temas de interesse comum. Bioética só se faz no social, por pessoas, independente de serem elas letradas ou não.

Contudo, fazer boas escolhas parte do princípio da sabedoria, da convicção e do ensinamento. Quando damos total liberdade ao sujeito, sem lhes ensinar os limites, sem lhes mostrar os riscos, estamos criando uma "sociedade abrupta", sem valores, sem respeito, sem direção. 

Bioética também se aprende. A questão muitas vezes não o que se ensina, mas como se ensina.



Jacqueline Meireles
Psicóloga/Consultora

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário, participe dessa construção!